Portela e Ilha levantam público na 1ª noite do Rio, mas Salgueiro é favorita

Com desfile menos inovador que o habitual, Unidos da Tijuca teve problemas de evolução; Mocidade optou por misturar samba e rock

O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2013 | 02h04

A Portela e União da Ilha foram as escolas mais aplaudidas na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio. As duas optaram por enredos sem patrocínio. Enquanto a Portela homenageou o bairro de Madureira, que completa 400 anos, e seu torcedor mais ilustre, Paulinho da Viola, a Ilha reverenciou o centenário de nascimento do poeta Vinicius de Moraes.

Apesar do reconhecimento das arquibancadas, nenhuma das duas disputa o título. Já seria uma vitória para a Portela conseguir um lugar no desfile das campeãs - com as seis melhores. Já a União da Ilha luta para não cair.

Como era esperado, Salgueiro, ainda na noite de domingo, e Unidos da Tijuca, a atual campeã, foram as escolas mais luxuosas e técnicas da 1.ª noite. Mas problemas na evolução das alegorias e socorro de componentes que passaram mal podem fazer a Tijuca perder pontos.

Exuberante e com alegorias muito bem acabadas, a Salgueiro contou a história da fama. A escola recebeu R$ 3,5 milhões da revista de celebridades Caras.

No caso da Tijuca, quem esperava novidades do carnavalesco mais cotado do carnaval, Paulo Barros, teve de se contentar com as costumeiras coreografias em carros alegóricos lotados de foliões. Talvez engessado por um enredo decidido pela diretoria da escola - sobre a Alemanha -, Barros não surpreendeu como das outras vezes. Ele usou Thor, deus do trovão dos povos germânicos, para pontuar o desfile.

Boemia. Com fantasias leves e muita descontração, a União da Ilha mostrou ao mundo um Vinicius boêmio, diplomata, mulherengo, letrista e poeta. De seus quatro principais parceiros em canções conhecidas no mundo todo, Carlos Lyra e Toquinho marcaram presença, assim como a garota de Ipanema, Helô Pinheiro. Os parceiros que morreram, Tom Jobim e Baden Powell, foram homenageados em esculturas e algumas fantasias.

Em uma noite de enredos estranhos à tradição do carnaval do Rio, a Mocidade Independente de Padre Miguel rendeu homenagem ao Rock in Rio, festival de música que surgiu na cidade nos anos 1980. A escola misturou samba com rock e só agradou com as paradinhas e coreografias da bateria.

Elegância. Com milhares de bandeirinhas nas cores azul e branca nas arquibancadas, a Portela contou a riqueza da história de seu bairro, Madureira, centro comercial do subúrbio carioca. O momento mais emocionante ficou reservado para o último carro alegórico, que trouxe Paulinho da Viola, comemorando 70 anos. Com a elegância de sempre, ele foi ovacionado pela plateia. / ANTONIO PITA, CLARISSA THOMÉ, FÁBIO GRELLET, HELOISA STURM, MONICA CIARELLI, SÍLVIO BARSETTI E TIAGO ROGERO

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