Porteiro admite que matou arquiteta para ficar com dinheiro

A primeira versão apresentada pelo porteiro era de que dois rapazes lhe mandaram usar cartões da vítima

Felipe Grandin, do Jornal do Tarde,

15 de agosto de 2007 | 16h19

Um dia após a Polícia Civil encontrar o corpo da arquiteta Jamile de Castro Nascimento, de 24 anos, o porteiro do edifício que ela havia visitado, Jadson dos Santos, de 32 anos, admitiu ter matado a arquiteta. Com ele, a polícia havia encontrado a bolsa da jovem com carteira e documentos. Santos chegou a fazer compras com o cartão de débito de Jamile. Segundo a polícia, o homem acreditava que a vítima iria comprar um apartamento e a matou para ficar com o dinheiro.    Em seu depoimento, Santos afirmou que atraiu a vítima até a guarita ao dizer que ela teria de preencher um documento atestando sua entrada e saída do prédio. No momento em que ela foi assinar o documento, foi rendida. Segundo a perícia, a mulher morreu de traumatismo cranioencefálico - resultado de uma pancada com um objeto ou de uma queda. Acredita-se que ela teve morte instantânea.     A Polícia Civil de São Paulo localizou o corpo da arquiteta em um poço dentro de um prédio na Rua Luftala Salim Achoa, na Vila Mariana, na Zona Sul da Capital. "Poxa, nunca imaginei que vocês fossem achar o corpo aqui", teria dito Santos.   Segundo a polícia, o acusado deve ter agido sozinho. "Ele é um psicopata. Tem o perfil de quem age sozinho", disse o delegado titular da Delegacia Anti-Seqüestro (DAS), Wagner Giudice. Outro fator que aponta para essa hipótese é o fato de Santos nunca ter o auxílio de cúmplices em outros crimes. De acordo com os policiais, o porteiro já havia seqüestrado, sozinho, três pessoas, que foram libertadas vivas.   Jamile estava desaparecida desde o o dia 17 de julho. Ela foi vista pela última saindo de entrando no prédio onde foi achado seu corpo. Especializada em avaliação de imóveis, a jovem tinha ido ao local para estimar por quanto poderia ser vendido um dos apartamentos.   Ele comprou dois celulares e no dia seguinte, porque queria um aparelho com viva-voz, resolveu fazer a troca. A polícia o pegou na hora em que ele chegava na loja. Inicialmente, Santos não confessou o roubo e muito menos o homicídio.   A versão do porteiro, até então, era de que dois rapazes, que ele não quis identificar, estavam o chatageando para que ele fizesse serviços de saque. Segundo o advogado da família de Jamile, Sério Gegers, os pais de Jamile estão hospitalizados e não devem ir para o local onde a arquiteta foi encontrada.   Matéria ampliada às 17h14

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