Portas abertas e passageiros espremidos

Quem aguarda nos pontos não só assiste à disputa entre os ônibus e lotações como participa dela. Veem os ônibus serem ultrapassados pelas peruas, que "queimam" paradas e saem com passageiros espremidos até nas soleiras da porta.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

Na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, zona norte da cidade, passam dez peruas a cada 5 minutos. Elas fazem fila de pelo menos 200 metros antes do ponto e dali mesmo já começam a abrir a porta. Cobradores põem a mão para fora da janela e chamam quem espera no local certo. Quem não corre não pega.

"A volta para casa cansa mais que o trabalho. Nunca consigo ir sentada", diz a funcionária pública Edite Almeida, de 42 anos. "Não gosto de ir em pé, mas é que chega mais rápido. Olha aí!", diz a estudante Aline Souza, de 21, apontando para o lotação que se aproxima. O veículo arranca quando Aline e outros 12 mal conseguem embarcar. Todos seguem viagem em pé.

A dona de casa Nilza de Azevedo, de 60, deixou de pegar lotação depois que quase foi derrubada em uma que fazia curvas "a mil por hora". "Eles vão em alta velocidade, saem raspando nos carros e param em qualquer lugar" , afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.