Porsche: fiança de motorista é de R$ 300 mil

ESPECIAL PARA O ESTADO

Cida Alves, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2011 | 00h00

A Justiça estabeleceu fiança de R$ 300 mil para conceder liberdade provisória ao engenheiro Marcelo Malvio Alves de Lima, de 36 anos, envolvido no acidente que matou a advogada Carolina Menezes Cintra Santos, de 28 anos, na madrugada do sábado, no Itaim-Bibi. Segundo testemunhas, o engenheiro dirigia seu Porsche a 150 km/h na Rua Tabapuã quando bateu no Tucson da advogada, que morreu no local.

A juíza Ana Carolina Della Latta Camargo Belmudes tomou por base as alterações do Código de Processo Penal, introduzidas pela Lei 12.403/2011 (a Lei das Cautelares), para calcular o valor da fiança. Se liberado, o engenheiro ainda ficará proibido de frequentar bares e casas noturnas, além de ter de passar as noites em casa. Ele também não poderá deixar a cidade sem avisar a Justiça nem se ausentar do País.

O Ministério Público Estadual se posicionou contra a concessão da liberdade provisória, mas a juíza considerou o fato de o indiciado ser primário, ter ocupação lícita e residência fixa na capital.

Se a fiança não for paga, Alves de Lima ficará preso após deixar o Hospital São Luiz, onde permanecia internado até a noite de ontem. A pedido da família, não foi informado seu estado de saúde.

A polícia já conseguiu imagens de câmaras de segurança privadas instaladas na região do acidente, que foram encaminhadas para perícia. O material deve ajudar a calcular a velocidade do Porsche na hora da batida.

O engenheiro foi preso em flagrante e indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele se recusou a fazer exame para medir álcool no sangue. Na hora do acidente, Carolina avançava no semáforo vermelho e, com o impacto, teve o carro arremessado a mais de 25 metros e prensado contra o poste.

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