Por R$ 242 milhões, Kassab renova contratos da varrição

Durante crise que acumulou lixo nas ruas de SP, secretário ameaçou não continuar com serviços das empresas

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

04 Novembro 2009 | 14h31

Ao contrário do que havia dito o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, no meio da crise com as empresas de varrição, que paralisaram parte dos serviços em meio a fortes chuvas que atingiram a capital, os contratos com as quatro empresas do setor foram renovados pelo prefeito Gilberto Kassab. A renovação por mais um ano aumenta o contrato das empresas em R$ 242,42 milhões, conforme mostram os extratos da renovação publicados no Diário Oficial da Cidade nesta quarta-feira, 4.

 

Os atuais acordos, assinados em 2006, terminaram em 3 de novembro e poderiam ser prorrogados por mais dois anos. Kassab, no entanto, estudava alternativas à renovação, entre elas a contratação emergencial (sem licitação) de outras empreiteiras e a descentralização do serviço, transferindo-o às 31 subprefeituras.

 

Mas, segundo informou por meio de nota a Secretaria Municipal de Serviços, a renovação foi feita sem aumento de custos para o governo. A nota diz ainda que uma comissão interna especial da pasta de Serviços deverá apresentar até o final do mês de novembro conclusões para um novo modelo de licitação e prestação de serviços para a varrição.

 

Em setembro, Moraes afirmou ter alertado as empresas sobre o risco de rompimento dos contratos, caso ocorresse interrupção no serviço, o que acabou acontecendo dias depois. Kassab, então, recuou da decisão de cortar 20% da verba destinada à limpeza urbana e voltou a pagar R$ 27,5 milhões por mês às empresas de varrição, encerrando a greve.

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