Por que shoppings viraram alvo do MP?

Brechas na legislação, funcionários corruptos e excesso de burocracia ajudam a explicar o escândalo envolvendo centros de compra famosos de SP

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h01

Por vários motivos, shoppings viraram "praia de paulistano". O primeiro foi o desenvolvimento do comércio da cidade, que saiu da região central para atender a classe média que se instalou em bairros mais novos, como Moema, Santana e Perdizes. O segundo foram os crescentes congestionamentos - o trânsito inibe longos deslocamentos e diminui idas ao centro. Por fim, com a crescente violência nas últimas décadas, a segurança dos centros comerciais fechados se tornou um atrativo.

Seja pelo lazer ou pelo consumo, shoppings viraram referências urbanas. Como o Pátio Higienópolis, combatido por vizinhos antes da construção e atualmente um dos símbolos do bairro na região central.

Nas últimas semanas, no entanto, denúncias de pagamento de propina e obras irregulares colocaram essa boa imagem dos shoppings em xeque. Em vez de aparecerem em reportagens de compras, muitos centros comerciais começaram a pipocar em matérias policiais, ao lado de palavras como "corrupção".

O Ministério Público vai abrir inquéritos para investigar cinco shoppings suspeitos de pagar propina - além do próprio Higienópolis, o West Plaza, o Raposo, o Pátio Paulista e o Vila Olímpia. O Mooca Plaza também será alvo de apuração porque funciona há sete meses sem Habite-se nem alvará. E outros podem entrar para a lista de investigados. Para entender por que, de uma hora para outra, ficou difícil saber se algum shopping pode fechar as portas por problemas com a lei, o Estado conversou com promotores, urbanistas e outros especialistas e listou seis pontos que ajudam a explicar a situação. / RODRIGO BRANCATELLI e DIEGO ZANCHETTA

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