Por que os ônibus de SP ainda causam tantas reclamações?

Dos erros nos corredores exclusivos à falta de organização nos trajetos, entenda os problemas do setor e as possíveis soluções

Rodrigo Brancatelli/ REPORTAGEM, Eduardo Asta/ INFOGRAFIA, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2010 | 00h00

Eles são lentos, desconfortáveis, lotados. Algumas vezes, sujos. Muitas vezes atrasados. Na maioria das vezes, muito criticados. Os ônibus de São Paulo são a ponta mais visível da dificuldade de coordenar o transporte público de uma megalópole - um problema que afeta a vida de 6 milhões de paulistanos por dia. Problema esse, diga-se, histórico.

 

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No governo Marta Suplicy, um projeto foi desenvolvido para dar prioridade ao ônibus dentro do sistema viário. Os ônibus circulariam nas principais avenidas em corredores exclusivos, separados do resto do trânsito e livres dos congestionamentos. Eles ainda seriam monitorados por GPS para assegurar a pontualidade. Todo o sistema da região metropolitana seria integrado com o metrô e trens pelo bilhete único, o que permitiria mais viagens com uma única tarifa.

Na prática, muito deixou de ser feito. Hoje, andar de carro ainda é extremamente mais rápido do que de ônibus. A média de velocidade nos tais corredores exclusivos é quase a mesma que uma pessoa correndo. Com tanta ineficiência, milhares de ex-usuários do serviço preferiram comprar seus carros e motos, o que aumentou os congestionamentos nas ruas e o risco de acidentes.

 

Para entender melhor a dimensão de tantos entraves, o Estado conversou com dez especialistas do Brasil e de outros países para apontar os gargalos e as boas ideias que já foram adotadas por outras metrópoles. Das deficiências dos corredores até a falta de organização do setor, entenda o que está errado e o que é possível fazer para atenuar o problema.

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