Por que a coleta seletiva não avança em SP?

Da casa do paulistano até as empresas, os motivos para a reciclagem não emplacar

Rodrigo Brancatelli (reportagem) / Eduardo Asta (infografia), O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2010 | 00h00

Faz três meses que o caminhão de coleta seletiva não passa no prédio de Márcia Bonfim, médica de 46 anos que religiosamente separa o lixo em seu apartamento no Jaçanã, zona norte. Já na casa do aposentado Roberto Otávio de Freitas, no bairro da Casa Verde, o tal caminhão não é visto desde março. Boa parte do papel, plástico, alumínio e vidro que eles e centenas de outros paulistanos separam para reciclagem diariamente está indo direto para um aterro sanitário em Caieiras, na Região Metropolitana, contribuindo ainda mais para os já monumentais problemas ambientais de São Paulo.

Essa é a ponta mais crítica de uma situação que já se arrasta há seis gestões. Implementada primeiramente na Vila Madalena em 1989, a coleta seletiva de recicláveis avançou pouco, muito pouco. Hoje, os problemas parecem não ter fim - moradores não separam o lixo, os que separam não limpam o material, os caminhões da Prefeitura são poucos eficazes, as cooperativas não dão conta do montante recolhido, não há agência reguladora, muito menos uma política integrada.

Para entender melhor a dimensão desses entraves, o Estado conversou com oito especialistas do Brasil e de outros países para apontar os gargalos e propor ideias. Da casa do paulistano até as empresas recicladoras, entenda o que está errado e o que é possível fazer para, pelo menos, atenuar o problema.

Debate: nome

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