Por pouco, bala não atinge coração de oficial de justiça

Alvo acidental de um dos tiros disparados pelo administrador de empresas Fernando Behmer Cesar de Gouveia Buffolo, a psicóloga Silvia Helena Godin, de 45 anos, teve o maxilar fraturado pelo projétil disparado por seu amigo. "Estamos chocados, muito confusos", limitou-se a dizer uma mulher que se identificou como a mãe da psicóloga antes de deixar o hospital - ela não disse seu nome nem quis dar detalhes sobre a relação da filha com Buffolo. Silvia, segundo os médicos, teria de ser operada em razão da fratura - estilhaços da bala permaneciam em seu rosto.

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2012 | 08h36

Em estado mais grave do que o da psicóloga estava uma outra vítima do atirador: o oficial de justiça Marcelo Ribeiro de Barros, de 49 anos. O tiro que o atingiu passou raspando por seu coração e perfurou seu pulmão. "O anjo da guarda ajudou. Se a trajetória da bala fosse reta teria atingido o coração", disse o médico José Roberto Hilsdorf, que atendeu as vítimas no Hospital do Servidor Público Municipal.

O oficial de justiça teve uma hemorragia grave e os médicos tiveram de drenar cerca de um litro de sangue de seu pulmão. A exemplo das outras vítimas, Barros chegou consciente ao hospital. "Ele os demais pacientes estavam bastante confusos, falando coisas desconexas", afirmou o médico Hilsdorf.

No fim da tarde de ontem, sua situação se estabilizou e ele foi transferido para outro hospital, na Liberdade, no centro.

A terceira vítima do atirador atendida pelo médico Hilsdorf foi o auxiliar de enfermagem Marcelo Teles de Lima, de 27 anos. Ele foi atingido no rosto e também teve o maxilar fraturado por uma das balas disparadas pelo administrador. O irmão gêmeo do auxiliar de enfermagem, Maurício Teles de Lima, não quis dar entrevista. Disse apenas que Marcelo não corria risco de morrer. No começo da noite de ontem, a família preparava a transferência do auxiliar de enfermagem para outro hospital, em Moema, na zona sul. / A.R. e W.C.

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