Por causa da seca, filhotes de peixes são resgatados de represa

Operação transpôs os animais que não conseguiam seguir curso do rio por causa de queda no nível de água, em São José do Rio Preto

Chico Siqueira, Especial para O Estado

03 Setembro 2014 | 18h13


SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - A remoção de filhotes de peixes do vertedouro da Represa Municipal de São José do Rio Preto (SP) ganhou uma ajuda extra da chuva nesta quarta-feira, 3. A operação de resgate e transposição de peixes, da parte baixa para a parte superior do lago 1 da represa, iniciada na terça-feira, 2, pela Prefeitura e Polícia Ambiental, deveria continuar nesta quarta, mas a chuva que caiu durante a noite, foi suficiente para elevar o nível e produzir oxigênio suficiente para que os peixinhos pudessem ficar em segurança no vertedouro.

Vinte homens da Polícia Ambiental e Prefeitura recolheram 50 quilos de filhotes -mais de mil peixes - que ficaram isolados no vertedouro do lago 1 da represa, sem condições de seguir rio abaixo ou retornar ao lago superior por causa da queda do nível de água causada pela estiagem. "O nível no vertedouro é de dois a quatro metros, mas com a seca ele estava apenas com um espelho d'água de 10 a 30 centímetros, cessando a vazão pela comporta e impedindo os peixes de descerem o Rio Preto. Com pouca água, os peixes estavam agonizando e iriam morrer por falta de oxigênio", explicou o capitão Alessandro Daleck, da Polícia Ambiental, que comandou a operação em conjunto com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Com redes de malha e tela de arrasto, os ambientalistas recolhiam os filhotes e os colocavam em baldes, que eram içados para a parte alta do lago, onde os filhotes eram soltos. A operação durou cerca de quatro horas e cerca de 50 quilos de filhotes, de diversas espécies - sobretudo tilápias, lambaris e cascudos, além de cágados - foram resgatados e colocados na parte alta do lago 1, onde a profundidade é de mais de dois metros. "Com certeza recolhemos mais de mil peixes", disse Daleck. 

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