''População sente os efeitos, mas não sabe do que sofre''

A professora Andrea Young, do Núcleo de Estudos de População da Unicamp, afirma que ainda faltam estudos que mostrem como a condição climática da cidade pode evoluir com o passar dos anos. "A população hoje ainda fica rendida, sente os efeitos e não sabe o grau de problemas que pode estar sofrendo."

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2010 | 00h00

As cidades têm três principais fontes de poluentes, segundo o Laboratório de Poluição da USP. O tráfego de veículos responde por até 80% da poluição de material particulado e da produção de ozônio, o grande vilão. Cerca de 10% surge pela chamada ressuspensão de solo, que é a poeira que sobe com a vida urbana - desde restos de asfalto e bactérias a borracha de pneus. O restante vem de tudo que se queima, de indústrias a fornos de pizza.

O ozônio é formado pela combinação da luz solar com os gases lançados pelos veículos. A gerente da Divisão de Qualidade do ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Maria Helena Martins, explica que a maioria das cidades já superou as dificuldades com gases como o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono. "Mas o ozônio é um problema. Seu controle é mais complexo porque se forma na atmosfera."

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