''População não tem orientação para lidar com o imprevisível''

As chuvas e a falta de estrutura para enfrentá-las têm ganhado espaço na psicologia ambiental. "Alunos do terceiro ano da faculdade costumavam apresentar trabalhos sobre energia nuclear, vazamento de petróleo. Agora, querem falar de fenômenos ambientais, especialmente da chuva", conta a professora Marlize Bassani, da PUC, que estuda o tema desde 1997.

PAULO SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2011 | 00h00

Como a chuva e suas consequências podem abalar psicologicamente as pessoas?

Todos precisamos e até gostamos de sol, chuva, vento. O problema é a proporção de catástrofe que esses fenômenos têm tomado. Se levar em conta que um dos fatores que mais estressam o ser humano é a imprevisibilidade, verá que o impacto na saúde da população é enorme.

Como isso aparece?

É só ligar a TV e olhar a expressão das pessoas presas em enchentes. Pânico, desorientação, impotência. São todos sintomas de estresse. E a população, especialmente a mais carente, não tem orientação específica para lidar com isso.

E como tratar desse paciente?

Imagina-se que um psicólogo lide com um paciente de maneira individual. Mas, no caso do especialista ambiental, é preciso pensar em todo o entorno, na relação desse paciente com o meio ambiente, na divisão desse espaço com os outros e nos impactos disso tudo na saúde dele.

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