José Patrício/AE - 24/5/2011
José Patrício/AE - 24/5/2011

População de São Paulo tem perfil mais velho que restante do País

Levantamento foi feito com base em dados do Censo Demográfico 2010 do IBGE

Agência Estado,

01 de setembro de 2011 | 17h10

SÃO PAULO - O estudo Retratos de São Paulo em 2010, elaborado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), mostra que a população paulista tem um perfil mais velho que a restante do País. A relação de pessoas com até 29 anos no total da população paulista é menor que a proporção desta faixa etária no cenário nacional. Já dos 30 anos em diante, a relação de habitantes no total da população é maior em São Paulo que no restante do Brasil. Em ambos os casos, porém, a faixa etária que vai de 15 a 29 anos responde por mais de 25% da população, o maior contingente tanto no Estado quanto em todo o País.

O levantamento, feito com base nos primeiros dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que São Paulo concentra 21,6% dos brasileiros. No entanto, o aumento populacional dos paulistas fica um pouco abaixo da média nacional, 1,09% ao ano ante 1,17%, respectivamente. Dentro desse crescimento, destaque para a faixa acima dos 45 anos, que subiu 3,58%. Por outro lado, o índice de crescimento da população mais jovem, até 14 anos, foi de -0,95%. A densidade domiciliar média no Estado é de 3,22 habitantes por residência, ante média nacional de 3,33 habitantes por domicílio.

Ao todo, 63,9% dos habitantes paulistas se declararam brancos no Censo 2010, 29,1% pardos, 5,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,1% indígenas. Nos outros Estados, conforme o relatório da Seade, a população declarada parda ou preta é majoritária (55,2%). Na relação por gênero, São Paulo é dominado pelas mulheres - para cada 100 delas existem 95 homens. Entre os idosos, essa diferença é ainda maior: oito homens para cada dez mulheres na faixa etária que vai dos 60 aos 69 anos e quatro homens para cada dez mulheres entre as pessoas com mais de 90 anos. A taxa de analfabetismo no Estado é de 4,3%, ante 9,6% no País.

Renda. O estudo informa que 7% da população em situação de extrema pobreza está em São Paulo, o que representa 1,1 milhão ou 2,6% dos habitantes do Estado. Os domicílios com renda per capita de meio a três salários mínimos somam 66,1% em São Paulo. No Brasil são 58%. Já as residências com renda de até meio salário mínimo por morador chegam a 14,8% do total em São Paulo e a 27,7% no restante do País. O acesso a serviços públicos em São Paulo também ficou acima da média nacional. Segundo a pesquisa, 99% das residências paulistas têm abastecimento de água e 92% possuem rede sanitária ou fossa séptica. Os números do restante do Brasil ficam em patamares menores: 93% e 70%, respectivamente.

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