Pontos itinerantes são montados para vender crédito ao usuário

SPTrans arma esquema de emergência para recarregar bilhete único, que funcionará em todas as estações afetadas

O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2012 | 23h46

A São Paulo Transporte (SPTrans) acionou na tarde de ontem uma operação de emergência em parte das estações afetadas pela crise da falta de crédito do bilhete único. Pontos de venda itinerantes foram montados para atender os passageiros e comercializar os créditos. O serviço será estendido a todas as 17 estações afetadas a partir da próxima segunda-feira.

As estações que já têm os postos móveis são Santana, Tucuruvi, Vila Mariana e Santa Cruz, da Linha 1-Azul, e Artur Alvim, da Linha 3-Vermelha.

Nessas paradas, funcionários de outra empresa que vende créditos, a Rede Ponto Certo, estarão em pontos estratégicos, como a entrada das estações, com coletes com a inscrição "recarregue aqui". Eles terão na mão máquinas para receber pagamentos com cartões de débito, mas também vão aceitar dinheiro. Esses agentes também vão fazer a recarga do vale-transporte, feita em máquinas de autoatendimento. O atendimento será feito durante todo o horário de funcionamento das estações (das 4h40 à meia-noite).

Em nota, a SPTrans pede que os usuários procurem lugares fora das estações para comprar créditos enquanto a crise durar: "Informamos também que, nos arredores das estações do Metrô, existem também bancas de jornais, bares, restaurantes e casas lotéricas onde a recarga do bilhete único pode ser feita sem problemas. São mais de 10 mil postos credenciados em toda a cidade, além dos 28 terminais de ônibus onde as recargas dos bilhetes podem ser feitas 24 horas por dia", diz o texto.

A venda itinerante será temporária, segundo disse a SPTrans em nota. A empresa, porém, não deu prazo para o fim da ação. Ontem, o Metrô abriu duas licitações para contratar empresas interessadas em explorar o serviço no lugar da Serviços Digitais. Os editais foram publicados no Diário Oficial Empresarial.

Contratos. Os contratos com a SPTrans e o Metrô são separados: se uma empresa quer vender créditos do bilhete único, ela precisa ter um contrato com a SPTrans, que a habilita a entrar na chamada conta-sistema.

Já para fazer a recarga dos cartões dentro das estações do Metrô, é preciso outro contrato, assinado com o Metrô, que fez licitação para esse serviço no ano passado - foram quatro empresas vencedoras, divididas entre as 58 estações da rede e oferecem serviços diferentes, como cabines de atendimento para recarga e máquinas de autoatendimento, que aceitam pagamento com cartões de débito.

Esse modelo foi adotado em agosto do ano passado, após problemas no sistema de recarga oferecido nas estações. / B.R. e ARTUR RODRIGUES

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