Ponto de ônibus high tech tem falhas no 1º dia

O primeiro ponto de ônibus sustentável de São Paulo foi inaugurado ontem com falhas. A parada, que fica no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, estava com as lâmpadas apagadas às 18h30. O sensor da lixeira para abertura automática também não funcionava e a pesquisa de itinerários, por meio de um monitor, foi prejudicada pela ausência de teclado.

O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2011 | 03h04

Idealizado pela São Paulo Transporte em parceria com uma empresa de tecnologia, o e-ponto é alimentado por um dispositivo que capta energia por meio da captação do movimento dos ônibus e painéis solares. A produção é armazenada em baterias instaladas em uma central inteligente, projetada para deixar o ambiente mais claro.

O sistema tem ainda tela de LED, que mostra a expectativa de chegada de coletivos, climatizador de ar para tornar a espera mais confortável em dias de calor e acesso a internet por Wi-Fi e Bluetooth. A experiência será testada por um mês e pode ser levada a outras paradas.

Apesar de elogiados, os recursos não foram muito aproveitados no primeiro dia. O que mais agradou foi o painel de LED. "Ele é mais nítido e dá para ler de longe as informações dos ônibus", afirmou a assistente jurídica Patrícia Ramos de Oliveira Lima, de 25 anos. Já a lixeira automática passou despercebida. Instalada ao lado de uma tradicional, quase não foi usada pelos passageiros, já que era preciso abri-la. Como consequência, poucos ouviram o agradecimento do sistema - ao jogar o lixo, aplausos são emitidos por uma caixa sonora.

A SPTrans informou que equipamentos do e-ponto têm caráter experimental e é compreensível haver ajuste. / ADRIANA FERRAZ

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