Pontilhão começa a ser feito na Praça São Vito

Obra, parte da revitalização do Parque Dom Pedro, permitirá demolição do Viaduto Diário Popular, uma das promessas mais antigas da cidade

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h02

Começou ontem mais uma etapa da revitalização do Parque Dom Pedro II, no centro de São Paulo. Trata-se da construção de um pontilhão entre a Praça São Vito e a Avenida do Estado. O projeto prevê tornar um trecho da avenida subterrâneo e criar na superfície uma lagoa e um parque linear.

O pontilhão terá 45 metros de comprimento por 15 metros de largura, com duas faixas de rolamento em cada sentido. O custo da obra será de R$ 4,8 milhões. A previsão é de que a intervenção fique pronta em três meses.

Esse é o primeiro de cinco lotes que compõem o projeto de requalificação viária do Parque Dom Pedro II.

O pontilhão será usado pelos ônibus vindos da zona leste com destino ao Terminal Parque Dom Pedro e a obra vai permitir a demolição do Viaduto Diário Popular - uma das promessas mais antigas da cidade, feita há duas décadas. Outras duas demolições já foram feitas na mesma área, a dos Edifícios São Vito e Mercúrio.

O projeto total está orçado em R$ 1,5 bilhão. Ali, na mesma região, ficarão unidas estações de ônibus, metrô e do Expresso Tiradentes. Toda essa infraestrutura de transporte vai servir pontos históricos e turísticos do centro, como o Mercado Municipal, o Palácio das Indústrias e o Pátio do Colégio.

O desenho do novo Parque Dom Pedro II foi criado pelo escritório Una Arquitetos. A ideia é fazer com que a região, afetada por intervenções viárias realizadas ao longo das últimas décadas, resgate seu caráter público.

Além da criação do parque linear, estão previstas unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Ainda não há previsão, porém, para que as construções das duas unidades comecem.

O Sesc diz que só vai contratar um escritório de arquitetura para desenvolver o projeto executivo de seu novo prédio quando tiver a posse do terreno assegurada. Para isso, a Câmara Municipal ainda precisa aprovar um projeto de lei de concessão de uso da área onde ficava o São Vito.

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