Ponte entre Pirituba e Lapa é prometida desde 1991

Estrutura ajudaria a desafogar o trânsito na saída do bairro, segundo os moradores

O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2012 | 03h05

Os moradores de Pirituba, na zona norte de São Paulo, esperam desde agosto de 1991 a construção de uma ponte sobre o Rio Tietê para ligar a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães à Lapa, na zona oeste da capital. A promessa foi feita pela prefeita Luiza Erundina (1989-1992) e repetida por Celso Pitta (1997-2000) em 1999 e por Gilberto Kassab (PSD) em 2006. A estrutura ajudaria a desafogar o trânsito na saída do bairro, segundo os moradores. 

1. Por que a nova ponte sobre a Marginal do Tietê é importante?

Com a previsão de Pirituba receber um shopping (Tietê Plaza Shopping) na esquina da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães com a Marginal do Tietê até outubro de 2013, a estimativa da Promotoria de Habitação e Urbanismo é de que cerca de 20 mil pessoas a mais circulem pelo bairro. Os moradores também citam o projeto de um centro de exposições no bairro para 30 mil pessoas como um dos argumentos para a obra. Mas a ponte não consta nas contrapartidas exigidas do shopping pelo governo municipal. Enquanto isso, a Promotoria monitora o cumprimento das exigências, para que as obras de responsabilidade do empreendimento (como alargamento de via e instalação de sinalização) fiquem prontas a tempo de mitigar o impacto negativo no trânsito local.

2. Existe verba prevista para a obra?

As gestões Erundina, Pitta e Kassab asseguraram aos moradores que atenderiam à demanda, mas a verba para a obra nunca foi prevista no orçamento. Os moradores fizeram uma audiência pública no último dia 13 e preparam um abaixo-assinado pela inclusão da obra no Plano de Metas do próximo prefeito.

3. Quais dificuldades a falta de ponte tem criado aos moradores?

Antes da construção das pistas da Marginal do Tietê, nos anos 1960, havia uma ponte de madeira por onde os moradores de Pirituba podiam ir para a Lapa em cinco minutos de carro ou em 20 minutos a pé. Logo após a demolição da ponte, os moradores já pediam a construção de uma nova estrutura. Hoje, quem vai de Pirituba para a Lapa - ou vice-versa - precisa fazer um retorno de quase três quilômetros pela Ponte do Piqueri.

4. O que diz a administração municipal?

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) informa que "está ciente da demanda dos moradores", mas que a prioridade é investir na recuperação da Ponte dos Remédios (cuja parte da passagem de pedestres desabou em novembro) e do Viaduto Pompeia (parcialmente interditado por causa de um incêndio em janeiro), ambos na zona oeste.

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