Márcio Fernandes/Estadão<br>
Márcio Fernandes/Estadão<br>

Ponte da Casa Verde ficará acessível para ciclistas em outubro

Segundo secretário, o projeto funcional para travessias nas Marginais do Tietê e do Pinheiros já está pronto

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2014 | 23h32

O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, afirmou ontem que o programa para tornar a travessia das pontes da cidade de São Paulo acessível a ciclistas começa em outubro, na Ponte da Casa Verde.

Segundo ele, o projeto funcional de boa parte das pontes das Marginais do Tietê e do Pinheiros já está pronto. No caso específico da Ponte da Casa Verde, a travessia se conectará às faixas do canteiro central da Avenida Brás Leme e às vias da Barra Funda, do Bom Retiro e de Campos Elísios, a partir da Rua dos Americanos. Com essa medida, a zona norte terá sua primeira ligação de ciclovia com o centro da cidade.

"Já acionamos a CET para fazer um estudo e já tem o projeto funcional de grande parte das pontes, no sentido de fazer com que o ciclista possa cruzar as pontes de forma segura e segregada. Então, esse projeto nós vamos apresentar para o prefeito e, em breve, vamos anunciar como o ciclista deve proceder para atravessar as pontes na cidade, principalmente as dos Rios Pinheiros e Tietê", afirmou o secretário.

A sinalização específica para bicicletas em pontes e viadutos paulistanos é uma das reivindicações mais antigas dos cicloativistas de São Paulo. Como não têm semáforos (e, em muitos casos, nem sequer faixas de travessia para pedestres), as pontes das marginais são hostis ao trânsito de tudo o que não for carro, moto, ônibus ou caminhão.

Gargalos. Para a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), os viadutos são um dos principais gargalos de mobilidade em São Paulo. A entidade iniciou o projeto "Adote uma ponte", como parte da Semana Nacional de Mobilidade e do Dia Mundial sem Carro, celebrada na semana passada. Com mais de 20 viadutos mapeados, a intenção é discutir projetos para ciclistas nas estruturas. A associação também pendurou faixas em viadutos de São Paulo. 

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