Pombos-correio levavam celulares para presídio em Sorocaba

Componentes de telefones celulares eram colocados em bolsas improvisadas amarradas às pernas das aves

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

28 Março 2009 | 11h36

Presos da Penitenciária Danilo Pinheiro, de Sorocaba, estavam usando pombos-correio para receber componentes de telefones celulares. Os equipamentos eram colocados em bolsas improvisadas com preservativos e amarrados às pernas das aves. Dois pombos foram capturados esta semana pelos agentes penitenciários. Um deles tinha dois telefones celulares sem a bateria. O outro levava uma bateria e um carregador na bolsa atada à ave com o látex da camisinha.

 

Na última quarta-feira, os agentes perceberam que um pombo pousado no fio elétrico que passa sobre a ala destinada aos presos do regime semi-aberto trazia algo fixado nas pernas. Eles atraíram a ave com alimentos e usaram uma rede de pesca para capturá-la. No dia seguinte, foi apanhado o outro pombo. Numa revista feita no presídio, não foram encontradas aves em poder dos presos. A Polícia Civil vai investigar de onde partiram os pombos-correio. Há suspeita de que elas também transportavam drogas. Como essas aves retornam para o lugar em que foram criadas, o plano é soltá-las e acompanhar o seu voo.

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