Polícias Civil e Militar terão reajuste de 7% no Estado de São Paulo

Projeto de Lei Complementar é aprovado na Assembleia na noite desta terça-feira; PMs ficam insatisfeitos com a medida

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2013 | 21h56

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, no início da noite desta terça-feira, 29, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 33, que estabelece reajuste de 7% às polícias civil, militar e científica, além de aposentados - mais de 258 mil pessoas devem ser beneficiadas. Associações da Polícia Militar, no entanto, não ficaram satisfeitas com a decisão.

O aumento, segundo a categoria, seria de apenas 1,38% por causa da inflação. "Os policiais militares ainda estão aprendendo que não se deve acreditar nas palavras da política", afirmou o deputado estadual Major Olímpio (PDT), logo após a votação. "Achávamos que prosseguiria uma negociação. Mas era apenas uma ação de protelar para depois enterrá-los (os PMs) vivos."

O major disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido conversar com a categoria para discutir outras possibilidades. Os PMs pedem aumento de 15% neste ano e mais 10% para 2014.

O líder do governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), admitiu que a porcentagem de aumento é pequena. "Também acho que o reajuste é baixo. Mas o efetivo das polícias civil, militar e técnico-científica é grande demais. Então, qualquer 1% é uma verdadeira fortuna. Esse reajuste, mesmo baixo, custa cerca de R$ 1 bilhão por ano", diz.

Cinquenta deputados votaram a favor do projeto - de um mínimo de 48 para obter aprovação -, 23 foram contra e um se absteve. O PLC já havia sido colocado em votação outras duas vezes na semana passada, mas não obteve votos suficientes. O governador precisa sancionar o projeto.

Polêmica. Em setembro, o Estado revelou projeto de lei de Alckmin para aumentar em 25,7% os salários de delegados, escrivães e investigadores. O anúncio de desvincular os salários dos delegados de polícia dos valores pagos aos oficiais da PM abriu uma crise. "Acabaram de sepultar o que restava de equidade entre policiais", reclamou Olímpio. Embora seja da base de Alckmin na Assembleia, o major foi o organizador de várias manifestações de policiais desde 25 de setembro.

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