Polícias aumentam fiscalização de 100 locais mais perigosos

Operação de fim de ano de corporações federal, estaduais e municipais vai usar 1,3 mil agentes para reduzir acidentes

LIGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2013 | 02h05

Os trechos mais perigosos das rodovias brasileiras estão, desde ontem, com fiscalização reforçada. Agentes da Polícia Rodoviária Federal, policiais estaduais, municipais e agências de trânsito deram início à Operação Rodovida, uma ação integrada para reduzir acidentes graves no País. A primeira etapa da ação, lançada ontem, vai até o dia 31 de janeiro. A segunda fase, no período do carnaval, está programada entre 21 de fevereiro e 9 de março.

O governo avalia que a operação, que está na terceira edição, já teve um papel importante para redução do número de acidentes graves. No primeiro ano da iniciativa, Natal e ano-novo de 2010/2011, foram registradas 13,5 mortes por milhão de veículos. Na mais recente, o índice caiu para 10,2 mortes por milhão de veículos.

A operação deverá contar com 1,3 mil policiais rodoviários que vão trabalhar diariamente na fiscalização. Outros 7,5 mil vão exercer outras atividades no transcorrer da operação. O investimento estimado é de R$ 1,5 milhão.

Perigo. A escolha dos trechos mais perigosos foi feita a partir de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O método analisa o número e gravidade dos acidentes. Cada trecho tem 10 quilômetros. Juntos, eles correspondem a 26,9% de todos os acidentes do País, 9,6% do total de mortes e 19,4% dos feridos. Desde que a primeira edição foi feita, a lista de áreas não foi alterada. Houve apenas a ampliação de 60 para cem trechos.

Em São Paulo tem terceiro trecho mais perigoso do País: entre os km 220 e 230 da Via Dutra, entre Guarulhos e a entrada na cidade de São Paulo. De acordo com o governo, foram registrados no período 612 acidentes. O trecho entre os km 200 e 210 da BR-101, em Palhoça (SC), lidera o ranking: foram 1.049 acidentes com 516 feridos e 13 mortes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.