Policiamento reforçado em Jundiaí para depoimento de Marcola

Depoimento do líder do PCC atrai curiosos em frente ao Fórum Central da cidade do interior de SP

Solange Spigliatti, do estadao.com.br, e Tatiana Fávaro, do Estadão,

19 de outubro de 2007 | 12h26

A polícia de Jundiaí reforçou o policiamento na cidade para a chegada de Marcos Willians Camacho, o Marcola, que tem depoimento marcado às 13 horas desta sexta-feira, 19. Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) vai ao Fórum Central da cidade para prestar depoimento sobre a morte do policial militar Nelson Pinto, assassinado na cidade em maio de 2006, durante os ataques da facção.   A cidade, que fica a 60 quilômetros da capital, vai receber dez presos, entre eles integrantes da cúpula da facção. Além de Marcola, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, serão ouvidos em audiência na Vara do Júri. A Polícia Civil quer até pôr atiradores de elite em pontos estratégicos da cidade. Doze testemunhas de acusação no processo também devem depor.   Até às 12h30, a polícia não tinha confirmado se Marcola já estava no local. Mas os curiosos que estavam na rua ao lado do fórum aguardavam ansiosos. "A gente só vê camburão chegando com preso pequeno. Disseram até que o Marcola já está lá dentro, mas eu acho que a chegada dele vai ser mais barulhenta", afirmou o aposentado Presciliano Carlos Primo, de 70 anos, que saiu da cidade vizinha, Várzea Paulista, para acompanhar o movimento em Jundiaí na manhã desta sexta-feira.   Mudança na rotina   A Escola Estadual Conde do Parnaíba, localizada na rua do fórum, não terá aula, segundo informou a Secretaria de Estado da Educação. O fórum terá expediente restrito e a entrada de funcionários só será permitida com a liberação de policiais responsáveis pela segurança do local da audiência.   A Polícia Militar de Jundiaí vai concentrar seu efetivo na região central da cidade para garantir a segurança da população. O número de policiais que será colocado nas ruas do centro não foi divulgado, de acordo com a PM, por questões estratégicas. "Não podemos divulgar o número de homens nem a localização deles, mas será policiamento suficiente e discreto para alterar o mínimo possível o cotidiano da população", informou o relações-públicas do 11º Batalhão de PM do Interior, tenente Jacintho del Vecchio Junior.   De acordo com o juiz Jefferson Barbin Torelli, da Vara do Júri, Marcola e Carambola vão prestar depoimento em processo no qual são acusados pelo Ministério Público como mandantes do assassinato de um policial militar de Jundiaí. A morte ocorreu em 2006, durante os ataques promovidos pelo PCC em todo o Estado. Ambos negam as acusações e alegam que estavam incomunicáveis no dia do atentado. Outros dez presos serão ouvidos, além de dois acusados que permanecem em liberdade.     A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que só cumpre decisão judicial. Mas não confirmou se os 12 presos serão removidos de presídios das Regiões Oeste e Noroeste para Jundiaí. Marcola e Carambola estão recolhidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Os outros dez detentos estão distribuídos nas Penitenciária 2 de Venceslau, Penitenciária de Valparaíso e Penitenciária 1 de Avaré.

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