Policial participa de racha; um morre e quatro ficam feridos

Everton de Novaes ficou gravemente ferido e foi levado ao Hospital Geral de Guarulhos, na Grande São Paulo

Andressa Zanandrea e Ricardo Valota, Jornal da Tarde e estadao.com.br

26 de agosto de 2008 | 03h53

Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas durante um racha entre um Voyage e um Gol cinza, na Avenida Lauro de Gusmão Silveira, em Guarulhos. Entre os feridos está o policial civil Everton Silva de Novaes, de 25 anos, que dirigia um dos carros e ficou gravemente ferido. Todos foram levados para o Hospital Geral de Guarulhos (HGG).   Cerca de 50 pessoas estavam na avenida, por volta das 23 horas de segunda-feira, 25, para assistir aos rachas quando o motorista do Gol cinza, com placas de São Paulo, perdeu o controle e bateu violentamente contra a traseira de um Corsa branco, com placas de Itaquaquecetuba, que estava parado, segundo testemunhas.   O Gol chegou a capotar e ficou com o teto danificado. No asfalto, ficou uma marca de frenagem, de 15 metros. No local, de acordo com testemunhas, são praticados rachas e arrancadas, três vezes por semana. Segundo um primo de uma das vítimas, que se identificou apenas como Marco Aurélio, os meninos voltavam da casa da tia de Novaes. "Infelizmente aconteceu isso."   Três rapazes que estavam encostados no Corsa foram atingidos. Paulo Rogério Martins, de 26 anos, morreu na hora. Carlos Portugal da Silva Neto, de 18 anos, sofreu traumatismo craniano e fratura no fêmur esquerdo e segue internado. Ricardo de Almeida, de 20 anos, teve fraturas na clavícula, fêmur esquerdo e perna direita. Seu estado de saúde é considerado grave.   Novaes e Rafael Otoni Bucini estavam dentro do Gol. Com um dos braços e as costelas quebrados, Bucini também foi levado ao HGG, onde foi atendido e depois transferido para o Hospital de Beneficência Portuguesa. Já Novaes teve traumatismo craniano e trauma na face. Seu estado de saúde é estável e não corre risco de morte, segundo a Secretaria de Saúde.   De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, tanto Ricardo de Almeida quanto Everton de Novaes estão sob escolta da Polícia Militar no hospital, já que ambos foram indiciados pelo crime. O caso foi registrado no 1.º Distrito Policial da cidade.   (Com Solange Spigliatti e Fabiana Marchezi, do estadao.com.br)   Texto ampliado às 14h33 para atualização de informações.

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