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Policial militar agride mulher grávida durante ocorrência em São José do Rio Preto

Agente aparece em imagens com joelho sobre barriga da mulher, dando tapa no rosto dela e apertando o pescoço da vítima. Secretaria diz que policial foi afastado por desvio de conduta

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2020 | 20h28

SÃO PAULO - Um policial militar agrediu uma mulher grávida durante uma ocorrência nesta terça-feira, 4, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Uma gravação mostra o momento em que o agente se posiciona com o joelho sobre a barriga da mulher e dá um tapa forte no rosto dela. Em outro momento, o homem segura o pescoço da mulher, sufocando a vítima. Pessoas que acompanhavam a abordagem alertam o policial sobre a condição da mulher, mas ele não interrompe a imobilização. 

"Ela está grávida, moço. Libera ela. Para de pisar na barriga dela", diz uma pessoa que acompanha a abordagem. O vídeo mostra ainda o agente segurando o pescoço da mulher. "Você está enforcando ela, ela tá ficando sem ar", continua outra mulher que reclama da truculência. 

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado disse que a mulher resistiu a prisão durante uma ocorrência de tráfico de drogas. O comando do 17º Batalhão da PM no interior, segundo a pasta, determinou o imediato afastamento do policial flagrado no que foi classificado como "desvio de conduta".  A secretaria disse que a mulher foi encaminhada para exames médicos em uma unidade de saúde local.  

Em reação ao vídeo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse ter recomendado o imediato afastamento do policial militar flagrado. "Apesar dela ter resistido a prisão por tráfico de drogas, existe protoloco a ser cumprido e as imagens indicam conduta totalmente inadequada do policial", escreveu o governador, que comanda a força policial no Estado.

Ele destacou que a corporação instaurou um inquérito policial militar para apurar o caso. "Ressalto meu respeito à Polícia Militar do Estado de SP, a melhor do BR, mas não deixarei de condenar excessos e violência desnecessária", declarou Doria.   

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