Policial mata mais 4 suspeitos em confrontos

Confrontos entre suspeitos e policiais militares deixaram pelo menos quatro mortos em São Paulo entre anteontem e a madrugada de ontem. No Itaim Paulista, zona leste da capital, a PM diz que dois homens de moto morreram após trocarem tiros com policiais em uma tentativa de abordagem. O que mais chamou a atenção dos policiais foi que os rapazes estavam em uma moto com placa levantada. Durante a fuga, segundo os PMs, o garupa chegou a usar uma metralhadora, apreendida posteriormente.

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2012 | 02h03

No Jardim Robru, também na zona leste, um adolescente de 17 anos também morreu após supostamente trocar tiros com policiais. Pelo relato oficial, Célio da Conceição dos Santos estava em uma moto e, ao perceber que seria abordado por policiais, saiu do veículo e atirou. O outro rapaz que estava com ele conseguiu fugir. Uma quarta morte de suspeito aconteceu no Parque Jabaquara, na zona sul.

Ataques. Pelo menos outras duas pessoas foram mortas na cidade. Por volta da 1h de ontem, o supervisor de segurança Paulo Sérgio Ribeiro, de 41 anos, morreu após ser baleado na Avenida Presidente Castelo Branco, no Bom Retiro, região central. Testemunhas disseram que ele estava na frente de um carro quando dois homens em uma moto passaram atirando.

Um homem não identificado foi morto a tiros, também por volta da 1h, na Rua Gladiolos, Jardim Santo André, na zona leste. Segundo o boletim de ocorrência, PMs chegaram ao local e já encontraram a vítima caída no chão. Levada ao Hospital Nardini, em Mauá, ela não resistiu.

Na mesma região, um adolescente de 17 anos ficou ferido durante a madrugada após ser baleado. O caso aconteceu na Rua Jorge Carlos de Almeida, também no Jardim Santo André. À polícia, o adolescente disse que estava com dois amigos em um ponto de ônibus quando um homem em um carro preto começou a disparar contra o grupo sem motivo. Um dos disparos o acertou na perna.

Questionado se a Polícia Militar investiga a participação de policiais em grupos de extermínio, o comandante-geral, Roberval Ferreira França, disse que a corporação "não tolera desvios de conduta" e investiga todos os casos.

Dinamite. Na Vila Curuçá, zona leste, criminosos deixaram dinamite em uma rua onde moram três policiais. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi chamado e explodiu o artefato em um campo de futebol. / A.R. e W.C.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.