Policial é preso por matar motorista após briga de trânsito

Crime ocorreu na zona sul de SP; soldado estava de folga e à paisana e alegou que atirou após reagir a um assalto

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2011 | 00h00

Um soldado da Polícia Militar, que estava de folga e à paisana, foi preso após matar um metalúrgico de 23 anos durante uma briga de trânsito no Jardim Santa Teresinha, na Rua Pirajuba, na zona sul de São Paulo, durante a madrugada de ontem. A mulher do motorista também foi ferida na perna. O soldado alegou ter atirado após reagir a uma tentativa de assalto.

Segundo o depoimento da mulher da vítima à Polícia Civil, o casal estava em um Gol, na região da Pedreira, e encontrou o carro do policial, um Renault Logan, parado em uma esquina. O PM teria descido do carro e apontado a arma contra ela e o marido - que antes havia dado farol alto na traseira do veículo do policial. Em seguida, após as ameaças, o policial teria voltado ao carro e fugido. O metalúrgico, então, decidiu anotar a placa e seguir o veículo.

Durante a perseguição, o policial freou, e o Gol bateu na traseira do veículo. Segundo a mulher, nesse momento o policial desceu, atirando várias vezes contra o casal. O motorista foi alvo de um dos disparos. Ela foi ferida na perna.

Outra versão. Segundo a versão do PM, após a batida na traseira, ele desceu do carro e foi surpreendido pelo motorista, que estava armado e anunciou um assalto. O soldado disse que houve troca de tiros e um terceiro homem teria fugido do local.

A mulher do motorista, entretanto, contestou essa versão e disse que seu marido não estava armado. A Corregedoria da PM abriu um inquérito para apurar o caso. O soldado foi preso em flagrante e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, no Tremembé, zona norte.

[O SUSPEITO]Policiais da Corregedoria da PM estiveram no início da tarde no 98.º Distrito Policial, no Jardim Miriam, onde o caso foi registrado. A arma do policial, uma pistola .40, foi apreendida.

Indignação. [O SUSPEITO]A mulher ferida foi socorrida no Hospital Pedreira, onde passou por cirurgia no início da manhã de ontem. Ela estava consciente e não corria risco de morte na noite de ontem. O corpo de Sousa, entretanto, ficou estendido na rua por cerca de 12 horas para o trabalho da perícia. A família não se conformava com a demora na retirada do corpo.

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