Policial é preso por extorquir e manter cabeleireiro em cárcere privado

Ele estava com três pessoas, que se passavam por policiais, em prédio da região central

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 08h00

SÃO PAULO - Um policial civil foi preso na manhã de quarta-feira, 4, acusado de concussão, porte ilegal de arma, associação ao tráfico e cárcere privado. Ele estava com mais três pessoas -- dois homens e uma mulher -- extorquindo e agredindo um cabeleireiro em um apartamento da Praça Júlio de Mesquita, na República, centro da capital. 

O cabeleireiro, uma travesti, foi salvo por vizinhos, que haviam chamado a Polícia Militar depois de notarem "movimentação suspeita", segundo termo usado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, no imóvel da vítima. 

Os dois homens e a mulher passavam-se por policiais civis e exigiam dinheiro para não prender a travesti, que seria acusada de tráfico de drogas. Eles tinham falsos distintivos da polícia e uma pistola. Testemunhas da ação disseram que a vítima chegou a ser torturada pelo trio -- a informação não consta no boletim de ocorrência do caso, segundo a secretaria. 

Ao chegar no local, a Polícia Militar identificou o trio e descobriu que o policial os aguardava nas proximidades do prédio. Ele também foi detido. 

"O cabeleireiro tinha drogas em sua casa e estava sendo extorquido pelos falsos policiais, que tiveram auxílio do agente (policial)", diz nota da Secretaria de Segurança Pública. Não há confirmação de quanto tempo a vítima estava em poder do grupo nem se aquela era a primeira vez que ela era extorquida. A Corregedoria da Polícia Civil se recusou a falar com a reportagem do Estado.

Após a prisão em flagrante, o policial civil foi levado ao presídio da Polícia Civil. 

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