Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Policial é morto durante assalto a padaria em São Bernardo

Investigador tinha o hábito de ir à padaria diariamente e foi atingido no peito após reagir ao assaltante

Daniela do Canto, da Central de Notícias,

18 de agosto de 2009 | 10h02

O policial civil João Fonseca Neto, de 48 anos, foi morto com um tiro no peito em uma padaria em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, na noite desta segunda-feira, 17. Segundo testemunhas, ele tentou impedir um assalto, mas acabou baleado. Neto chegou a ser levado ao Pronto-Socorro Assunção, mas não resistiu. Ele trabalhava como investigador no 4º Distrito Policial (Consolação), em São Paulo.

 

Testemunhas viram quando dois carros - um Volkswagen Gol vermelho e um Toyota Corolla prata - estacionaram em uma rua atrás da Padaria, Panificadora e Pizzaria Estrela do Sul, que fica na Avenida Humberto de Alencar Castello Branco, no Jardim Independência. Conforme o relato delas, por volta das 22h30 um homem teria descido do Gol, ido até a padaria e comprado um maço de cigarros. Em seguida, ele anunciou o assalto, do lado de fora do estabelecimento.

 

Neto estava do lado de dentro do balcão. Ele conversava com o dono da padaria, de quem é amigo. O investigador reagiu ao roubo e o bandido atirou. Neto foi baleado no peito, próximo ao ombro. Depois de ser atingido, ele foi até a calçada, onde caiu ferido. O criminoso correu para o carro e fugiu. De acordo com as testemunhas, o Gol e o Corolla arrancaram na direção do bairro Piraporinha. Até o final da madrugada desta terça-feira, 18, ninguém havia sido preso.

 

O investigador foi socorrido pela Polícia Militar. Vizinhos ouviram o barulho dos tiros. Ao verem a vítima caída, avisaram a esposa dela. A família mora a poucos metros da padaria. "Ele tinha o hábito de sair do trabalho e parar na padaria para comprar cigarro. Depois, vinha para casa", contou Denise Aparecida Martins Fonseca, de 50 anos, mulher da vítima.

 

Um vizinho confirmou que era rotineira a passagem de Neto pela padaria sempre no mesmo horário. "A gente sempre se encontrava quando os dois saíam do serviço, umas 22h, 22h20", disse o comerciante Alexandre Santos, de 36 anos. Ele definiu o amigo como uma pessoa especial. "Ele era apaixonado pela profissão e pela família", afirmou. O caso será registrado no 3º DP de São Bernardo do Campo.

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