Policial é acusado de manter laboratório de drogas no litoral

Corregedoria prendeu investigador após achar 30 quilos de maconha, crack e cocaína em um de seus cinco apartamentos

MARCELO GODOY, O Estado de S.Paulo

04 Maio 2013 | 02h08

Um apartamento do investigador Wagner da Silva Sales, de 38 anos, escondia um laboratório de refino de cocaína e de crack na Praia Grande, no litoral paulista. A Corregedoria da Polícia Civil prendeu anteontem o policial, sob acusação de tráfico de drogas em outro imóvel do investigador, no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. Sales trabalha no 6.º Distrito Policial de Osasco, na Grande São Paulo.

As investigações começaram depois de uma denúncia sobre tráfico de entorpecentes no imóvel da Baixada Santista. O lugar seria um laboratório e um entreposto de distribuição de drogas no litoral. Em uma ação feita em 1.º de março, foram apreendidos no local 30 quilos de diferentes substâncias - tabletes de maconha, pacotes de cocaína e pedras de crack. Também havia balanças, um caderno com anotações e material para distribuir a droga para venda no varejo.

Durante a apuração feita pela Corregedoria, descobriu-se que o imóvel pertencia ao policial e quatro pessoas tiveram a prisão decretada. A defesa do investigador alegou que ele havia alugado o lugar, mas não sabia que estava sendo usado por traficantes. O policial seria dono ainda de outros quatro imóveis no litoral. "Prosseguimos com a investigação até que requisitamos a decretação da prisão do investigador à Justiça. Queremos agora saber a origem desses bens", afirmou ao Estado o corregedor Nestor Sampaio Penteado Filho.

Buscas. Sales trabalha há mais de dez anos na polícia e já atuou em unidades especializadas no combate ao tráfico. Durante buscas na casa do policial em São Paulo, corregedores apreenderam três armas - o investigador não apresentou os certificados de registro. "Nossa prioridade é combater as possíveis ligações de alguns policiais com o crime organizado no Estado", afirmou o corregedor.

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