Policiais são acusados de extorsão contra cúpula do PCC

Enteado de Marcola, líder do PCC, teria ficado dois dias em poder dos policiais

Paulo R. Zulino, estadao.com.br

30 de abril de 2008 | 10h22

Dois policiais civis de São Paulo estão sob suspeita de tentar extorquir dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que age dentro e fora dos presídios paulistas. De acordo com as primeiras informações, pelo menos um policial se entregou, na manhã desta quarta-feira, 30, por suposta ligação com o seqüestro do enteado do traficante Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, principal liderança da facção.   Segundo as primeiras informações, a ação teria acontecido em 2005. A suposta vítima teria passado dois dias em uma delegacia, enquanto os policiais extorquiam a cúpula do PCC. O valor que teria sido exigido pelos agentes à organização criminosa seria de R$ 250 mil. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública apurou preliminarmente que o caso está a cargo das corregedorias de polícia de Mogi das Cruzes e Suzano, com o apoio do GAECO e da Corregedoria de Polícia de São Paulo. Os dois policiais tiveram contra si a expedição do mandado de prisão.

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