Policiais militares fazem manifestação por reajuste salarial

Geraldo Alckmin anunciou dois projetos de lei que preveem reajuste à Polícia Civil, abrindo uma crise entre governo e PM

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2013 | 15h33

Atualizada às 17h25

Policiais militares fizeram uma manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, na manhã desta terça-feira, 1º. A categoria reivindica aumento salarial para a PM e para funcionários do sistema prisional.

Há uma semana, no dia 25 de setembro, o governador Geraldo Alckmin anunciou dois projetos de lei que preveem reajuste à Polícia Civil. "Nenhum policial militar está se opondo ao aumento na Polícia Civil. Nós queremos um salário justo ao militares e esperamos que o governo resolva rapidamente essa questão", afirmou o deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT), organizador do ato. O anúncio de desvincular os salários dos delegados de polícia dos valores pagos aos oficiais da Polícia Militar abriu uma crise entre o governo e a PM.

Cerca de cem policiais participaram do protesto, que durou duas horas - segundo o major Olímpio, a adesão foi de 500 pessoas. "Foi surpreendente a quantidade de policiais da ativa que participaram", ressaltou. O ato chegou a ocupar totalmente a Avenida Morumbi no sentido Santo Amaro. Pelo menos três outras manifestações da PM estão previstas para outubro, a próxima já na semana que vem, no dia 9.

Acordo. Na noite de segunda-feira, 30, policiais militares se reuniram com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes com a proposta de reajuste salarial de 15% neste ano e novo aumento de 10% para o ano que vem. O governador pediu 14 dias para estudar a proposta. "Foi uma situação para empurrar com a barriga a manifestação de hoje (terça)", afirmou major Olímpio.

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