Policiais militares acusados de matar motoboy são soltos em São Paulo

Com fim da prisão temporária, 12 policiais foram soltos na madrugada, mas devem voltar ao presídio

Felipe Grandin e Priscila Trindade - estadão.com.br

28 de maio de 2010 | 18h09

SÃO PAULO - Os 12 policiais militares acusados de assassinar o motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, de 30 anos, no dia 9 de abril deste ano foram soltos na madrugada desta sexta-feira, 28. O motoboy foi assassinado dentro de um quartel na zona norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), a libertação ocorreu devido ao fim da prisão temporária de 30 dias. Ainda de acordo com a PM, o inquérito da Corregedoria já foi concluído e entregue à Justiça, e uma nova prisão dos agentes deve ser pedida.

 

Os PMs Raphael Souza Cardoso, Nelson Rubens Soares, Alexandre Seidel, Wagner Aparecido Rosa, Ismael Pereira de Jesus, Rodrigo Monteiro, Antonio Sidnei Rapelli Júnior, Jair Honorato da Silva Junior, Fernando Martins Lobato, Andressa Silvestrini, Rafael Silvestre Meneguini e Jordana Gomes Pereira estavam no Presídio Militar Romão Gomes. Eles foram soltos pouco depois da meia noite de hoje.

 

Crime

 

No dia 9 de abril, o motoboy discutiu com outros três homens por causa do roubo de uma bicicleta quando duas viaturas chegaram no local. Um PM teria dado um soco em Santos, que revidou a agressão. Em seguida, o motoboy foi algemado, e levado para o quartel. Santos foi levado ao Pronto-Socorro de Santana, mas chegou morto no hospital.

 

De acordo com informações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Santos sofreu traumatismo cranioencefálico. O corpo do motoboy apresentava hematomas e foi encontrado por PMs do mesmo batalhão para onde havia sido levado na noite de sua morte. A vítima estava com a calça arriada e sem camisa.

 

No início do mês, o governo do Estado autorizou pagamento de uma indenização à família

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