Policiais do Gate contradizem Nayara sobre tiro de Lindemberg

Agentes afirmam que houve disparo antes da invasão ao apartamento, enquanto menina afirma que não houve

Vitor Sorano, Jornal da Tarde

08 Janeiro 2009 | 15h43

Os três policiais do Gate que prestaram depoimento nesta quinta-feira, 8, contradisseram a afirmação de Nayara sobre o tiro de Lindemberg que causou a invasão do apartamento onde Eloá Cristina Pimentel era feita refém. Dois dos policiais também confirmaram que a polícia usou um copo para fazer escuta no apartamento onde o jovem de 22 anos mantinha as duas meninas reféns - em outubro do ano passado.   Veja também: Lindemberg era como um filho, diz mãe de Eloá após audiência Nayara confirma que não houve tiro antes da invasão Nayara presta depoimento sem a presença de Lindemberg Lindemberg está ansioso pelo depoimento, diz defesa Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Todas as notícias sobre o caso Eloá         Especial: 100 horas de tragédia no ABC        O juiz José Carlos Carvalho Neto, do Júri de Execuções Criminais de Santo André, ouviu todas as testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação entre as 9h30 e 15 horas desta quinta, com um curto intervalo para o almoço. Lindemberg, acusado de assassinar a ex-namorada, será interrogado e pode decidir se ele vai ou não a júri popular.    Lindemberg almoçou três sanduíches de queijo e presunto e tomou uma garrafa de suco de maracujá. Cinco testemunhas falaram em defesa de Lindemberg - todos amigos e vizinhos do jovem. A maioria das testemunhas de defesa afirmaram que não tinha um histórico de agressões. A defesa do jovem pediu que o juiz esperasse dois policiais que testemunhariam no caso, mas o pedido foi negado pelo juiz.   O primeiro policial a depor foi Dayson Pereira. Ele foi o primeiro a entrar no apartamento e afirmou que tinha ordens de só invadir o local se houvesse mais algum disparo de Lindemberg. O segundo a depor foi Maurício de Oliveira, que confirmou a ordem de aguardar um novo disparo para invadir e disse que a mesa colocada por Lindemberg na frente da porta atrasou a entrada dos policiais no momento da invasão.   Por fim, o policial Mario Magalhães Neto falou ao juiz e, assim como os outros dois, afirmou que ouviu tiros dentro do apartamento após a invasão do Gate. Os tiros ouvidos após a invasão teriam atingido Nayara e Eloá - que foi baleada na cabeça e na virilha. Neto disse que atirou contra Lindemberg com uma arma calibre 12, com tiros de borracha. No entanto, o disparo não atingiu o sequestro.   Texto ampliado às 16h11 para acréscimo de informações.

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