Policiais deficientes vão ao plenário de cadeira de rodas

Na tarde do último dia de julgamento, as primeiras filas de cadeiras do plenário ficaram ocupadas por policiais deficientes físicos, que resolveram participar para pressionar os jurados. Cinco deles estavam em cadeiras de roda. Ao todo, estavam presentes 20 policiais da Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2013 | 02h02

Segundo o presidente da entidade, o sargento reformado Elson Inocente, a iniciativa foi dos próprios policiais portadores de deficiência, e nem os réus sabiam que eles apareceriam lá. "Não tivemos a oportunidade de vir no primeiro do júri, e vimos que nossa presença seria um gesto de solidariedade", explica. Mas o gesto foi elogiado pela advogada de defesa, Ieda Ribeiro, no começo dos debates.

"Cheguei a trabalhar com alguns dos réus, sei da idoneidade e confio em todos eles. Acredito que o que eles encontraram pela frente lá (se referindo ao Carandiru) não era uma situação muito boa", conta Inocente.

Para o presidente, que ficou deficiente em 1979, após uma troca de tiros com bandidos em um assalto envolvendo reféns, a situação dos réus é lamentável. "Fico indignado ao ver como um cidadão que defende a sociedade, de repente, se vê numa situação como essa. Quer dizer, será que vale a pena?" questiona.

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