Policiais de SP prometem parar na quinta-feira

Como regulamento militar proíbe greves, mulheres de PMs irão para a porta dos batalhões

Camilla Haddad, do JT

10 de julho de 2007 | 16h42

Policiais civis e militares de todo o Estado de São Paulo irão realizar uma greve de 24 horas na próxima quinta-feira, dia 12. A principal reinvindicação da categoria é um reajuste salarial de 48%. A greve foi oficializada nesta terça-feira, 10, cinco dias após o governo do Estado anunciar um plano de valorização de carreira para os policiais e um aumento salarial de até 23,43% - índice considerado insuficiente pelos policiais.Como o Código Penal da PM proíbe paralisação, as mulheres dos policiais é que irão reclamar o repasse salarial. A presidente da Associação dos Familiares de PMs, Ana Jolo, explica que por volta das 14h30 de quinta-feira será realizada uma manifestação em frente à Secretaria de Segurança Pública, que fica na Rua Líbero Badaró, no Centro da Cidade. A manifestação deve terminar por volta das 17 horas.Segundo Ana Jolo, na sexta-feira, dia 13, será a vez de centenas de mulheres irem até a porta de quartéis para proibirem a saída de viaturas dos PMs. "Temos que pressionar o governo, já que nossos maridos não podem fazer nada por conta do código pena.", disse.Segundo policiais,durante a greve, somente 30%de policiais civis estarão trabalhando dentro das delegacias. Serão registradas apenas ocorrências graves, como ocorrências de seqüestro em andamento e homicídios. Casos como perda de documentos e colisões no trânsito ficarão para o dia seguinte. O mesmo vale para quem tem hora e data marcadas para prestar depoimento. As delegacias especializadas no Idoso e da Mulher também terão expediente encerrado na próxima quinta-feira. De acordo com o Sindicato de Policiais Civis do Estado de São Paulo, existem em São Paulo 33 mil policiais civis e 93 mil Pms.Aumento acima da inflaçãoO aumento salarial anunciado para as polícias Civil, Militar e Técnico-Científica resultará num reajuste real acima da inflação se comparado aos vencimentos da categoria em 2002. A informação foi divulgada em nota pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), nesta terça-feira, 10. De acordo com a pasta, os "os aumentos variam de 25,08% a 65,81%, já descontado o IPC/FIPE do período, de 39,02%". Na semana passada, o governo paulista propôs reajustes que variam de 3,84% a 23,43% para a categoria. O comunicado da SSP desta terça traz que com a mudança os salários dos delegados de classe especial e dos coronéis subirá de R$ 4.052,15 para R$ 6.649,64. Fotógrafos de 5ª classe, do Instituto de Criminalística, passarão a receber R$ 2.368,70, ante R$ 1.156,41 anteriormente. O aumento real para escrivães de polícia de 5ª classe, segundo a SSP, será de 57,29%, para carcereiros de 4ª classe, de 34,15%, e para delegados de 3ª classe e soldados da PM de 2ª classe, de 34,83%.

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