Policiais civis fazem pressão para aprovar projeto de reajuste

Decisão foi tomada após governistas não comparecerem à audiência; projeto é diferente do proposto por Serra

Agência Estado,

30 de outubro de 2008 | 17h31

Os policiais civis desistiram de propor uma emenda ao projeto do governo do Estado de São Paulo que trata sobre os reajustes salariais, planos de carreira e outros pontos de interesse da categoria e também da Polícia Militar. Esta quinta-feira, 30, era o último dia para apresentação de emendas, mas, em audiência pública na Assembléia Legislativa durante a tarde, o governo não enviou nenhum secretário para negociar com os grevistas. A tática dos policiais civis agora é, através de um algum deputado da oposição, tentar colocar em votação um projeto substitutivo - que tem um trâmite mais rápido.   Veja também: Governistas não vão à audiência sobre greve da Polícia Civil Policiais civis ameaçam parar em sete Estados Entrevista exclusiva com José Serra  Galeria de fotos do conflito no Morumbi Policiais civis e militares entram em confronto em SP; assista   Todas as notícias sobre a greve          O reajuste proposto pelo governador José Serra (PSDB) é de 6,5% neste ano e mais 6,5% em 2009. Os sindicatos representantes da Polícia Civil querem um reajuste de 15% agora, 12% no ano que vem e mais 12% em 2010. Eles têm o apoio de alguns deputados, como Hamilton Pereira (PT), que afirmou que o governo do Estado tem plenas condições de atender às reivindicações tanto dos policiais como de todos os servidores públicos, graças ao grande superávit do orçamento deste ano.   Segundo João Batista Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo, a proposta do governador é inviável para uma categoria com salários achatados. "O governo diz que somos muito intransigentes, mas aqui na Assembléia Legislativa, que é o lugar próprio para o debate, eles não mandaram ninguém para negociar. É isso que nos faz radicalizar", afirma.   Depois dos confrontos entre policiais militares e civis no dia 16 de setembro, a audiência na Assembléia transcorreu tranqüilamente. Rebouças disse que conversou com comandantes da PM para evitar qualquer tipo de enfrentamento e ainda solicitou aos grevistas que comparecessem sem armas. "Queremos mostrar que sabemos nos comportar, evitar provocações. O que queremos aqui é resolver esse impasse", salientou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.