Policiais civis em greve em São Paulo têm audiência no TRT

Funcionários estão comparecendo aos locais de trabalho, mas suspenderam atendimento que não seja grave

Agência Brasil,

13 de agosto de 2008 | 13h22

Os policiais civis do estado de São Paulo, que suspenderam parcialmente nesta quarta-feira, 13, o atendimento à população nas delegacias, como forma de reivindicar aumento salarial de 58%, têm audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A reunião estava marcada para 13 horas.   Veja também: Greve de policiais tem 90% de adesão, diz associação   Em todo o estado a categoria tem 35 mil trabalhadores entre delegados, escrivães e outros profissionais. Segundo informou José Leal, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, apenas os casos "inadiáveis" estão sendo atendidos.   A tentativa de um acordo entre os servidores e o governo paulista será conduzida pela desembargadora Dora Vaz Treviño, vice-presidente judicial regimental. Ela determinou que sejam mantidos 80% do efetivo em atividade.   Segundo José Leal, os funcionários estão comparecendo aos locais de trabalho, mas suspenderam o atendimento considerado "fora da competência da atividade" ou que não seja considerado ocorrência grave. Leal citou como exemplos casos de briga entre pais pela guarda dos filhos ou perda de documentos.   Leal queixou-se dos baixos salários, informando que os delegados paulistas "têm a pior remuneração" do país, com ganhos mensais brutos em torno de R$ 3.680,00.   Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os delegados com acúmulo de cargos do interior vão ter os vencimentos corrigidos em 100%. Até o final da manhã, no entanto, o comunicado oficial não tinha chegado às mãos da diretoria do sindicato da categoria, informou Leal.

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