Policiais civis de Santos protestam e pedem saída de Marzagão

Em greve há 18 dias, categoria criticou o secretário de Segurança Pública e o governador José Serra

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

03 de outubro de 2008 | 13h12

Os policiais civis da Baixada Santista realizaram ato em prol à dignidade policial durante mais de três horas nesta sexta-feira, 3, em Santos. Cerca de 300 pessoas participaram da manifestação iniciada às 11 horas na Praça Mauá, no centro da cidade.   Carro de som, bandeiras identificando as cidades presentes e com frases de protesto, e até um caixão com a imagem do governador José Serra (PSDB) compuseram o cenário. A maioria dos policiais compareceu de roupa preta e alguns usaram narizes de palhaço. O barulho ficou por conta dos apitos e rojões.   Organizador do ato, o presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo na Região de Santos (Sinpolsan), Décio Couto Clemente, comemorou o sucesso do movimento por melhores salários e condições de trabalho e a grande adesão no litoral, que segundo ele, agora é de 90%.   "Hoje a Ciretran e a Identificação aderiram à greve. Toda a polícia aderiu, só não veio que estava de serviço", disse o sindicalista , comemorando ainda o apóio recebido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santos e dos sindicatos do Poder Judiciário.   Policial Militar, o deputado estadual Major Olímpio (PV) discursou no evento. Ele fez duras críticas ao Secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão e ao governador José Serra (PSDB), ilustrado em sua camiseta como o maior inimigo da polícia. O deputado afirmou que os policiais paulistas são os mais mal pagos do País e afirmou que o verdadeiro significado da sigla PSDB é "Pior salário do Brasil".   Também presente, o deputado da Baixada, Luciano Batista (PSB), disse que apesar de aliado ao governo não é alienado e criticou os policiais que não aderiram ao movimento temendo perder cargos de confiança.   Depois de uma hora concentrados na Praça Mauá, o grupo saiu em passeata até a Praça José Bonifácio, onde fica o Fórum. No trajeto, passaram em frente ao Palácio da Polícia, na avenida São Francisco. Alguns manifestantes subiram até a entrada da sala do Chefe do Deinter 6, Waldomiro Bueno Filho, levando o caixão. Eles permaneceram no local por poucos minutos gritando "Fora Marzagão!" e também criticando o diretor. De acordo com o Sinpolsan, Bueno Filho reuniu alguns delegados na última quinta-feira para dizer que o movimento já está incomodando o governo e ameaçar os grevistas de punições.   Sem nenhuma ocorrência grave, não havia viaturas da Polícia Militar nas proximidades do ato, o que é comum em passeatas. Agentes da CET acompanharam a manifestação realizando as intervenções necessárias ao trânsito.   Atualizado às 19h22 para acréscimo de informações

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