Policiais atendem só ocorrências de emergência em Ribeirão

Segundo o sindicato da categoria, 80% dos policiais teriam aderido à greve

Brás Henrique, do Estadão, Brás, Henrique, do Estadão

12 de julho de 2007 | 16h40

Policiais civis dos distritos de Ribeirão Preto aderiram ao movimento grevista nesta quinta-feira, 12, mas não deixaram de atender às ocorrências de emergências e urgências, segundo o delegado seccional João Osinski Júnior, que responde por Barretos (11 cidades) e Ribeirão Preto (15). "Não tivemos nenhuma unidade fechada nem piquetes e não tivemos prejuízo à população", disse Osinski Júnior, informando que na região de Barretos não houve paralisação. O delegado disse que a reivindicação é justa e que não faria represálias, desde que não ocorressem piquetes impedindo quem quisesse trabalhar.Em Franca, o delegado seccional Maury de Camargo Segui afirmou que não houve paralisação, mesmo porque ele não considera a paralisação legítima e, se alguém se recusasse a atender as ocorrências, o funcionário seria identificado e o caso encaminhado à Corregedoria. Aos desobedientes às ordens dos delegados, caberia remoção de unidade."O governo encaminhou o projeto de reajuste à Assembléia Legislativa e entendo que 23% é um bom índice diante dos outros segmentos do setor público, além de que não temos vencimentos atrasados", explicou Segui. Ele apoiaria outros tipos de protesto, até "bater panelas nas ruas", mas não parar o serviço.O presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto (Sinpol), Antonio Carlos Sampaio, no entanto, disse que entre 80% e 90% dos funcionários estariam participando da operação padrão, de 24 horas, em protesto contra o governo, só fazendo flagrantes em casos de assaltos, roubos e acidentes. A entidade representa policiais de 93 cidades da região.

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