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Polícia vai pedir prisão preventiva de acusado de matar a ex no Paraíso

Imagens de câmeras de segurança mostram Hugo Alexandre Gabrich no local e no horário do crime; ele rendeu entregador de bebidas

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2016 | 12h43
Atualizado 17 Novembro 2016 | 07h51

SÃO PAULO - A delegada Giovanna Valente Clemente, titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Sé, região central de São Paulo, pedirá a prisão preventiva do empresário Hugo Alexandre Gabrich, que matou a ex-mulher, Edna Amaralina da Silveira, de 28 anos, em seu apartamento no Paraíso, na zona sul da capital.

A polícia não tem dúvidas da autoria do crime. Imagens de câmeras de segurança mostram Gabrich no local e no horário do crime, em diversos momentos. Ele estava com duas armas, uma em sua mão e outra na cintura. O empresário agiu sozinho, segundo as investigações. 

Os vídeos obtidos pela polícia mostram imagens nítidas do empresário, que vai até a porta do apartamento, mas só entra depois de pôr um capuz e um par de luvas. "Ele sobe, entra com a chave no prédio, depois aguarda duas horas no prédio esperando alguém chegar ou sair. Nesse momento, chega um entregador de bebidas, ele rende o entregador de bebidas, mas aí já coloca máscara ninja, luva, passa quatro ou cinco minutos dentro do apartamento", disse a delegada. Veja as imagens:

Em seguida, a vítima e um homem que estava com ela no apartamento deitam no chão. Minutos depois, ouvem-se disparos - quatro contra Edna  e dois no rapaz que estava com ela - o homem segue internado, mas o quadro é estável. Ele não teve a identidade divulgada. 

Histórico. Edna mantinha um relacionamento próximo do ex-marido, mesmo depois de ter obtido na Justiça uma medida protetiva após ter sido agredida por ele em junho. A medida foi retirada dias antes do crime ter sido cometido. De acordo com a polícia, o casal ainda se encontrava. "Temos a informação de que ele tinha a chave do prédio, frequentavam a mesma academia de ginástica. Deve ter sido um final tumultuado. Aliás, nem sei se houve um final mesmo", disse a delegada. De acordo com as investigações, o empresário até utilizava vaga de garagem do prédio de Edna.

O casal morava em Catalão, na região sudoeste de Goiás, e Edna saiu de lá após o fim do relacionamento, há cerca de três meses. De acordo com familiares, ela havia decidido investir na carreira de empresária. 


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