JB Neto/AE
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Polícia vai patrulhar 54 pontos das Marginais

Reforço no policiamento foi anunciado após mais uma tentativa de assalto na Marginal do Pinheiros. Além disso, mais 28 motos vão percorrer as vias

Gio Mendes e Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

16 Julho 2011 | 00h00

Mais uma tentativa de assalto na Marginal do Pinheiros, desta vez contra a jornalista Joanna de Assis, de 29 anos, fez a Polícia Militar mudar a estratégia de segurança na via e na Marginal do Tietê. A partir das 6h da próxima segunda-feira, a corporação passará a manter viaturas em 54 pontos das vias expressas. O reforço será por tempo indeterminado.

O Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) também atuará nas marginais, ajudando os 12 batalhões da PM responsáveis pelas duas vias, que ligam as zonas sul e leste da cidade. "Eles vão fazer a fiscalização e o policiamento ostensivo", disse o capitão Sérgio Marques, porta-voz da PM. Outra medida prevista é o reforço de patrulhamento com motos: mais 28 percorrerão as duas vias expressas.

A Marginal do Pinheiros, onde motoristas têm sido vítimas de arrastões e de ladrões que recorreram a pedras para obrigá-los a parar, terá viaturas por 24 horas em quatro pontos. Em outros 13 trechos, os policiais permanecerão por 12 horas.

Na Tietê, a rotatividade dos policiais será maior. Ao longo do dia, eles se revezarão em 37 pontos. Cada viatura ficará em um deles por até 12 horas.

Medidas. As mudanças foram anunciadas no mesmo dia em que a repórter Joanna de Assis, do canal Sportv, escapou de ser assaltada na Marginal do Pinheiros, na região do Jaguaré, zona oeste. No início da madrugada de ontem, ela passou com o carro por cima de uma pedra jogada na pista por ladrões. Joanna trabalhara na cobertura do jogo entre Corinthians e Internacional, no Pacaembu, e voltava para casa, em Osasco, na Grande São Paulo, quando a roda dianteira direita de seu Honda Fit foi atingida pela pedra.

"Entrei em estado de choque na hora, pois só conseguia pensar que iria ser assaltada", disse. Ela dirigiu por cerca de 300 metros, até o acesso ao pontilhão do Cebolão. Depois, o carro parou totalmente. "Enquanto dirigia, liguei para o meu pai e pedi que ele entrasse em contato com a polícia", contou.

Joanna ficou cerca de meia hora no local, dentro do veículo, esperando por ajuda. "Nenhum motorista parou. Uma equipe da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) que passou por lá foi muito atenciosa comigo. Os agentes sinalizaram o local e trocaram meu pneu antes de o guincho da seguradora chegar."

Nenhuma viatura da polícia apareceu no local no período, ressaltou a repórter. "Meu pai ligou para a PM e foi informado que esse tipo de caso não era uma ocorrência policial."

De acordo com a jornalista, ontem, a Assessoria de Imprensa da PM ligou para pedir desculpas pelo atendimento prestado.

PRESTE ATENÇÃO...

1. Ao observar obstáculos no meio da via, avise a Polícia Militar pelo telefone 190. Policiais deverão verificar o que ocorre.

2. Caso o veículo seja atingido por uma pedra e tenha condições de trafegar, siga em frente e só pare para verificar o problema em um local com grande movimento de pessoas.

3. Ao perceber pessoas em atitude suspeita, ligue para o 190. A Polícia Militar destaca que não é comum a circulação de pessoas nas pistas das Marginais ou em canteiros de vias expressas da capital.

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