Polícia vai liberar retrato falado de acusado de matar ex em SP

Mulher estava sozinha na academia onde trabalhava, na Lapa, quando ex-namorado entrou no local e disparou

Elvis Pereira, estadao.com.br

08 Janeiro 2009 | 16h52

O delegado Jair de Castro Vicente, do 7.º Distrito Policial, da Lapa, irá divulgar no fim da tarde desta quinta-feira, 8, o retrato falado do acusado de matar a ex-namorada na noite de quarta em uma academia na Lapa. No momento do crime, Marina Sanches Garnero, de 23 anos, estava sozinha na recepção da academia Oxigênio, na esquina das ruas Crasso e Guaicurus. Ela foi atingida por quatro tiros e chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do Pronto-Socorro do Hospital Sorocabana.   Veja também: Garota é morta a tiros pelo ex-namorado em academia de SP   O ex-namorado, identificado como Marcelo Travitzky Barbosa, de 29 anos, já foi indiciado e continua foragido. Segundo colegas de Marina, ele não aceitava o término do relacionamento. Segundo a dona da academia, Maeby Guimarães o ex-namorado já ameaçava a recepcionista há algum tempo. Segundo ela, Marina já havia procurado a polícia para comunicar as ameaças do ex-namorado e tentava conseguir na Justiça uma autorização para que Barbosa fosse obrigado a manter distância dela.   O promotor de justiça Roberto Tardelli esteve no local para prestar solidariedade e acompanhar o trabalho da polícia. Frequentador da academia desde que ela entrou em funcionamento, há 5 anos, Tardelli afirmou conhecer os donos e os funcionários do estabelecimento. "Hoje (quarta) às 6 horas da manhã ela (Marina) já estava trabalhando", afirmou. Conforme ele, Marina havia registrado cerca de quatro queixas de ameaça anteriores contra o ex-namorado.   Tardelli classificou o assassinato como um "crime sórdido". "Foi vingança, ele pegou a moça sem que ela pudesse se defender". Na opinião do promotor, Barbosa planejou o crime. "Foi premeditado. Não há dúvida disso. Ele esperou a academia esvaziar e aguardou que ela estivesse sozinha na recepção", justificou. "Alguém com um ímpeto de ódio não iria esperar. Ele agiu como um predador", avaliou.   (Com Daniela do Canto e Paulo Maciel)   Texto atualizado às 17h25 para acréscimo de informações

Mais conteúdo sobre:
Lapa assassinato academia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.