Polícia usa mesmo modelo de carro de Mércia em reconstituição

Peritos ainda refizeram o caminho que Mizael Bispo de Souza teria escolhido na hora da fuga

Julia Baptista, da Central de Notícias

18 Setembro 2010 | 12h42

A reconstituição da morte da advogada Mércia Nakashima, realizada nesta sexta, 17, ocorreu "do jeito que ele [comerciante] falou", disse o delgado Antonio de Olim. O comerciante afirmou ter visto Mércia ser jogada com o carro dela na represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, na noite de 23 de maio. Ele teria também ouvidos gritos da vítima. "Não temos nenhuma novidade. Deu tudo certo", disse Olim. A polícia usou o mesmo modelo do carro da advogada na reconstituição.

 

Os policiais também refizeram o caminho que Mizael Bispo de Souza, ex-namorado e acusado do crime, teria feito com o amigo, o vigia Evandro Bezerra da Silva, na fuga do local do crime.

 

A reconstituição foi acompanhada por peritos e pelo delegado Antônio de Olim, que foi o responsável pelas investigações, mas já foi transferido este mês do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Estavam presentes no local o advogado de Mizael e o de Evandro e Mércio Nakashima, irmão de Mércia. Márcio, no entanto, não participou da ação porque, segundo Olim, ele se desentendeu com o advogado de Mizael.

 

Mércia foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio. Para a polícia, que já finalizou a investigação, o ex-namorado de Mércia, Mizael Bispo de Souza, teria se encontrado com ela em frente ao hospital geral da cidade no início da noite. Em seguida, eles teriam seguido no carro dela para a represa, onde Mércia foi agredida no rosto e baleada. Depois, o veículo foi jogado dentro da água.

 

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ela morreu por afogamento. Em depoimento, o vigia Evandro contou ter ido buscar o amigo Mizael na estrada de acesso ao reservatório. Tanto o ex-namorado quanto o vigia chegaram a ter a prisão decretada. Porém, obtiveram habeas-corpus e acabaram soltos.

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