Polícia usa bala de borracha em manifestação do MTST contra Prefeitura

Polícia usa bala de borracha em manifestação do MTST contra Prefeitura

Segundo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, secretaria da Habitação se comprometeu a avaliar terrenos para as famílias

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2014 | 19h13

Atualizada às 23h30

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fizeram uma manifestação na noite desta quinta-feira, 6, no Morumbi, zona sul, que acabou em tumulto. A Polícia Militar usou balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral e spray de pimenta para dispersar os manifestantes.

O movimento fez dois atos simultaneamente na capital paulista, um no Morumbi e outro em Cidade Tiradentes, na zona leste, para protestar contra “descumprimentos sucessivos de compromissos” por parte da Prefeitura. “A Prefeitura se comprometeu a analisar terrenos alternativos para levar famílias de três ocupações até o fim de outubro. Mas os acordos têm sido descumpridos”, afirmou o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos.

Cerca de 400 pessoas bloquearam a Avenida Francisco Morato às 19h15, nos dois sentidos, na altura do número 4 mil. Os manifestantes colocaram fogo em pneus para montar uma barricada. O protesto seguiu pacífico até as 19h45, quando Boulos convocou os manifestantes a voltarem ao terreno da ocupação. “O que a gente pretendia era chamar a atenção sobre os problemas da ocupação Chico Mendes”, disse.



Quando todos se preparavam para voltar, uma equipe da Força Tática da Polícia Militar atirou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha em direção às pessoas, entre elas, crianças e idosos. Houve tumulto e alguns manifestantes foram pisoteados. Mas ninguém ficou ferido ou foi preso. 

“Foi um ato covarde. A gente não jogou uma pedra contra os policiais. Eu fui negociar e eles garantiram que poderíamos sair em segurança”, disse Boulos. Ele prometeu mais atos para a semana que vem. “Vamos continuar pacíficos e organizados”, disse. 

Controle. A Polícia Militar informou que usou métodos de “controle de distúrbio civil” para desobstruir a via e dispersar a multidão. A Secretaria Municipal de Habitação afirmou que o canal de diálogo entre a administração municipal e as lideranças é “constante e permanente”. Segundo a secretaria, um “cronograma de cadastro e atendimento” contempla famílias em áreas de risco e “não vai privilegiar um movimento específico”.

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