Polícia tenta rastrear ligações de celular de assassino de Glauco

Pedido de quebra de sigilo telefônico feito à Justiça inclui o aparelho de Felipe Iasi, que levou Nunes à cena do crime

Priscila Trindade e Elvis Pereira, O Estadao de S.Paulo

19 Março 2010 | 00h00

A polícia pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas, de 53, e do seu filho Raoni, de 25. O pedido também inclui a quebra do sigilo do estudante Felipe Iasi, de 23 anos, que dirigiu o carro que os levou ao local do crime, a chácara onde as vítimas moravam, em Osasco. As informações são do delegado Marcos Carneiro Lima, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro).

Segundo Lima, a Justiça vai analisar o pedido e mandá-lo para as operadoras. Em seguida, os dados serão enviados à polícia. Com a quebra do sigilo, será possível identificar para quais pessoas os dois ligaram e de quem eles receberam chamadas.

Com isso, a polícia espera esclarecer qual foi o real envolvimento de Iasi no crime. Ele afirma ter sido sequestrado por Nunes e obrigado a levá-lo à casa do cartunista. Iasi diz que conseguiu fugir enquanto Nunes rendia a família de Glauco, foi para casa, dormiu e só no dia seguinte descobriu que o cartunista havia sido morto por Nunes. O GPS do veículo também será analisado.

Com o rastreamento nas antenas de celulares da região, a polícia já sabe que Nunes levou 9 minutos para percorrer uma distância de 9 km entre a chácara do cartunista e a Avenida das Comunicações, no bairro IAPI. Ontem, em um trecho menor, de 1,8 km, entre a chácara e a Estrada Alpina, a reportagem levou 14 minutos a pé e 4 minutos de carro, a 40 km/h. Para chegar à Avenida das Comunicações, são precisos mais 14 minutos a pé.

O telefone de Iasi também foi rastreado ? e os dados mostraram que o aparelho ficou desligado das 23h22 do dia 11 até as 7h48 do dia seguinte. Em seu depoimento, Nunes confirmou a versão de Iasi. A polícia, no entanto, suspeita que o estudante tenha ajudado o amigo a fugir. Os policiais estão intrigados com o fato de Iasi ter desligado o celular e por não ter chamado a PM.

Missa. Amigos e parentes participaram ontem da missa de sétimo dia de Glauco e Raoni. Organizada pela primeira mulher do cartunista, Érica Ornellas, de 45 anos, mãe de Raoni, a celebração ocorreu no Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na zona oeste da capital. Beatriz Galvão, a viúva de Glauco, não compareceu, pois realizou uma missa na noite de ontem na Igreja Céu de Maria, dentro dos ritos do Santo Daime./

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