Polícia tem três linhas de investigação sobre a morte de PM

Crime pode ter sido cometido por PMs envolvidos em chacinas, donos de bingos ou PCC

Josmar Jozino e Camilla Haddad , Jornal da Tarde

17 de janeiro de 2008 | 09h58

A Polícia Civil tem três linhas de investigação sobre o assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues. A principal é a possível vingança de PMs envolvidos em grupos de extermínio na zona norte da capital. Em reunião no DHPP, o coronel afirmou que iria investigar a possível participação de PMs em chacinas. Ele também advertiu que iria punir com rigor policiais envolvidos em eventuais crimes. A segunda linha de investigação é em relação a donos de bingos e de máquinas caça-níqueis da Zona Norte, e de PMs que fazem bico (serviço extra), nessas casas de aposta. O coronel Rodrigues prometeu impor linha dura nos estabelecimentos de jogos de azar e punir os PMs que trabalham nessa atividade. Uma eventual vingança orquestrada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra o oficial é a terceira linha de investigação da Polícia Civil. Na quarta-feira, 16, havia rumores de que o crime organizado daria início a ataques às forças de segurança porque seus integrantes espalhados pelos 144 presídios do Estado tiveram alguns benefícios suspensos, como a diminuição do número de visitantes nos fins de semana. Segundo a Polícia Militar, o coronel Rodrigues comandava pelo menos 3.200 homens. Como chefe do CPAM-3, o oficial era responsável por quatro batalhões da zona norte : 5º (Marginal do Tietê-Dutra); 9º (Tucuruvi); 18º (Freguesia do Ó) e 43º (Água Fria).

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