Polícia tem dificuldade para definir o PCC

No Rio, os bandidos conseguem controlar territórios e ter mais influência sobre o cotidiano das comunidades. Em São Paulo, esse domínio não é possível. Os morros e vielas intransponíveis das favelas cariocas facilitam a vida dos traficantes. "Políticas como as Unidades Policiais Pacificadoras (UPPs), existentes no Rio de Janeiro, são impensáveis em São Paulo. Aqui não existe área dominada por bandidos e por isso não há necessidade desse tipo de ação", afirma o major Ulisses Puosso.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2010 | 00h00

Em compensação, no Rio a estrutura e as lideranças de facções como Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos Amigos são conhecidas e debatidas pela sociedade. Em São Paulo, dados sobre o tamanho e a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) permanecem obscuros. No encontro com os policiais, quando a reportagem indagou a respeito do PCC, poucos foram capazes de arriscar definições sobre a facção ou explicar como o grupo atua em São Paulo.

Os policiais concordam que o tráfico está mais forte do que no passado. Apesar do crescimento no comércio de entorpecentes, outros tipos de crime, como roubos, furtos e homicídios, estão em queda. Neste trimestre, São Paulo vai apresentar diminuição nos índices de todos os tipos de crime - com exceção de estupro. Os dados serão divulgados em novembro. A expectativa é de que pela primeira vez os homicídios fiquem abaixo de dez casos por 100 mil habitantes.

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