Polícia tem 1.º suspeito de morte de jovem em São Vicente

Adolescente de 16 anos foi morta por esganadura e vizinho de apartamento pode tê-la matado, segundo polícia

Zuleide Barros, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2009 | 15h14

A Polícia de São Vicente solicitou à Justiça do município a prisão temporária do professor de capoeira e cabeleireiro Luiz Rodolfo Justino Silva, de 26 anos, tido como principal suspeito pelo assassinato da adolescente Léia Cristina da Quinta Schemkel, de 16 anos, encontrada morta no último dia 25 de janeiro, em seu apartamento, em consequência de esganadura. Apesar de negar a autoria do crime, o professor foi detectado nas imagens do circuito de segurança do prédio no dia em que a moça foi morta.   Veja também: Jovem morta em São Vicente foi esganada, aponta laudo Oito pessoas já foram ouvidas sobre morte de jovem no litoral Adolescente é achada morta em apartamento de São Vicente    Um dia após o crime, ele se apresentou à polícia informando ao delegado Jorge Álvaro Cruz que só esperou alguém abrir o portão porque havia perdido a chave do apartamento da avó, com quem ele morava, e era vizinho ao da jovem. Só que o professor não soube explicar o que fez no período da entrada, às 7h22 até as 8h31, período em que desaparece das imagens do circuito interno. Luiz Rodolfo afirmou que ficou sentado na soleira da porta do prédio esperando que algum outro morador saísse para adentrar ao local. Só que dos oito moradores ouvidos, que saíram do condomínio neste horário, afirmaram não ter visto o professor naquele intervalo de tempo.   Outro fato que ficou sem explicação, de acordo com o delegado, foi a imagem em que ele aparece depois saindo do portão do bloco A e seguindo para o portão de entrada, quando toca o interfone para que a avó abra a porta, retornando ao local onde acabara de sair. Também chamou a atenção da polícia as marcas apresentadas nos braços e nos ombros do rapaz, que afirmou ter caído da bicicleta. A perícia não apontou danos no veículo.   Não houve arrombamento no imóvel, o que levou os policiais do 2.º Distrito Policial a descartarem a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que nada foi levado do local. Para o delegado Cruz, em razão do rapaz estar alcoolizado naquele domingo de manhã, ele deve ter escalado a laje do prédio para entrar no apartamento da avó. "Como uma das janelas do imóvel da adolescente fica no quintal do apartamento do suspeito, creio que a jovem se assustou com a presença do rapaz e, ao tentar gritar ele, provavelmente, a segurou com força, provocando a fratura no pescoço", afirmou o delegado, acreditando que as lesões no corpo do professor podem ter sido geradas pela luta da moça.

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