Polícia suspeita que Vanessa foi morta por vizinho

Investigadores já têm nome e foto do principal suspeito, que teria tido ajuda de comparsa; ontem, foi divulgado um 2º retrato falado

Marcelo Godoy e Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2011 | 00h00

A polícia de São Paulo já tem o nome de um dos assassinos da supervisora de vendas Vanessa Duarte, de 25 anos - trata-se de um vizinho. "Infelizmente, é uma pessoa próxima da vítima. Não é parente e não é do relacionamento pessoal dela", disse o delegado Zacarias Tadros, responsável pela investigação. Até ontem à noite, ninguém havia sido preso.

Também ontem, o delegado divulgou o retrato falado de mais um suspeito de participar do crime - a polícia trabalha com a hipótese de dois autores do assassinato. No início da semana, um dos retratos já havia sido divulgado. Tadros afirmou que não divulgou o outro retrato antes porque ele foi mostrado a testemunhas do caso, mas ninguém reconheceu o suspeito.

O delegado não quis dizer, no entanto, se o retrato falado de ontem é do suspeito já identificado. Fontes ligadas à investigação admitiram que a busca pelo vizinho de Vanessa já ocorre há algum tempo. Apesar da proximidade, acredita-se que o vizinho (responsável pelo assassinato) não teria nenhum tipo de relacionamento com Vanessa.

"Temos a convicção de que os dois (acusados até o momento) são os autores do crime. Estamos na busca para prender o suspeito identificado e esperamos que, com a prisão, seja possível identificar o segundo autor", afirmou o delegado Tadros.

O noivo de Vanessa, Luiz Vanderlei de Oliveira, depôs ontem por cerca de duas horas. "Neste momento, descartamos qualquer participação dele no crime", disse o delegado. Além de Luiz, estiveram no Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Santana de Parnaíba, a irmã gêmea da vítima, Valéria, o noivo desta, Alex Veras da Silva, de 26 anos, e um casal com uma criança. Eles entraram e saíram da delegacia sem conversar com a imprensa.

O crime. Vanessa desapareceu no sábado, pela manhã, ao sair da casa do noivo, em Barueri, para se encontrar com amigas em Carapicuíba, ambas na Região Metropolitana. O corpo da supervisora de vendas foi encontrado por parentes e amigos no dia seguinte, em um matagal perto da Rodovia Raposo Tavares, no limite entre Vargem Grande e Cotia. Os criminosos tentaram incendiar o carro.

A polícia acredita que ela lutou para tentar escapar dos criminosos. Foi vista amarrada dentro do Fiesta e com boca tampada. Tinha hematomas no braço e na perna, trauma no rosto e traumatismo craniano. Além de estrangulada, teve um absorvente enfiado na boca, sufocando-a. Laudo do Instituto Médico-Legal confirmou que ela foi estuprada.

O resultado dos exames de DNA efetuados com vestígios recolhidos no Fiesta devem ficar prontos no mês que vem. Os laudos da perícia feita no carro e no local onde Vanessa foi encontrada morta também estão em elaboração.

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