Polícia suspeita que presos de Marília usam pombos-correio

Animais estariam levando drogas, celulares e outros produtos proibidos para dentro de presídio

Jair Aceituno, especial para O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2008 | 16h08

Os presos da penitenciária de Marília podem estar utilizando pombos-correio para a entrada de peças de telefone celular, drogas e outros produtos proibidos para dentro da prisão. A descoberta foi feita após a visita de sábado, 21. Uma mulher de 27 anos, moradora de Pompéia, foi surpreendida saindo com duas pombas escondidas dentro de uma marmita. Os animais tinham pequenos sacos de tecido presos ao corpo, que levam as autoridades a acreditarem que eram utilizados no transporte de pequenos objetos. Levada à delegacia, a visitante disse ao delegado Paulo de Souza que levou as marmitas cheias de comida para o detento que foi visitar, mas ao recebê-las de volta não sabia que os pássaros encontravam-se em seu interior. Numa história de difícil sustentação, disse que entregaria as vasilhas a uma mulher de carro preto, que chegou a ser procurada mas não foi encontrada nas proximidades. Depois de prestar as declarações, a mulher foi liberada mas será investigada junto com outros suspeitos de participarem do esquema que utilizaria os animais para o transporte ilícito. Apreendidos, os pombos foram entregues aos cuidados da veterinária Cátia Voss, que atesta estarem em boas condições físicas e, pelas características, até poderem se empregados no transporte de coisas para o interior do presídio. Os pombos serão mantidos em cativeiro porque, segundo a veterinária, se forem soltos, voltarão à penitenciária a poderão ser utilizados. Pelas característica física, o pombo-correio sempre retorna para onde ele foi criado e recebe alimentação. Funcionários do presídio disseram que nos últimos meses têm percebido o aumento do número de pombas, especialmente entrando nas celas.

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